Bolsa de Valores do Brasil tem maior queda do ano puxada por petróleo e inflação

O dólar terminou o dia com leve alta de 0,03%, vendido a R$ 5,08.
O dólar terminou o dia com leve alta de 0,03%, vendido a R$ 5,08.

Os receios em torno do aumento da inflação e das possíveis mudanças na política de preços da Petrobras afetaram o mercado financeiro nesta segunda-feira (07/03/2022). A bolsa teve a maior queda diária do ano. O dólar, que se aproximou de R$ 5 durante a manhã, fechou com estabilidade, influenciado pelas turbulências no mercado global.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou aos 111.593 pontos, com recuo de 2,52%. Essa foi a maior queda diária desde 26 de novembro do ano passado. O desempenho negativo foi puxado por ações de empresas aéreas e pela Petrobras, cujos papéis são os mais negociados na bolsa. Num dia em que a cotação internacional do barril de petróleo (tipo Brent) fechou em US$ 139 e atingiu o maior valor desde 2008.

As movimentações para que a Petrobras mude a política de preços fizeram as ações da estatal cair. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) despencaram 7,1%. As ações ordinárias (com direito a voto em assembleia de acionistas) caíram 7,65%. Por causa da restrição da oferta de petróleo provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, o presidente Jair Bolsonaro manifestou-se favorável à mudança nos preços dos combustíveis, que teriam preços abaixo do mercado, reduzindo o lucro da companhia.

O mercado de câmbio não sentiu a mesma turbulência. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,08, com leve alta de 0,03%. A cotação chegou a cair para R$ 5,03 na mínima do dia, por volta das 10h40, operou próxima da estabilidade durante a tarde, até fechar em pequena alta.

No caso do dólar, a valorização do preço das matérias-primas e das commodities (bens primários com cotação internacional) tem segurado a alta da moeda. Isso porque a entrada de divisas no país tem aumentado com a subida da demanda por produtos agrícolas e minerais.

* Com informações das Agências Brasil e Reuters.


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