A Organização Mundial da Saúde estima que até 2025, cerca de 700 milhões de pessoas tenham obesidade, caracterizada pelo índice de massa corporal (IMC) acima de 30. Nesta sexta-feira (04/03/2022) as discussões são marcadas pelo Dia Mundial da Obesidade, uma data destinada à conscientização sobre os perigos do excesso de peso. Dados da Vigitel divulgados no final de 2021 apontam que entre 2010 e 2020, a população adulta com obesidade cresceu 42,3% nas capitais do Brasil e Distrito Federal. Nesse mesmo período, o relatório indica um aumento de 36,6% nos diagnósticos de diabetes.
O médico endocrinologista André Vianna explica que o aumento dos casos de obesidade no país interfere diretamente no número de diagnósticos de diabetes. “90% dos casos de diabetes no mundo são do tipo 2, uma condição que é resultado do acúmulo de gordura abdominal, sedentarismo e maus hábitos alimentares. Quanto maior o índice de pessoas obesas, maiores as chances de os diagnósticos de diabetes aumentarem”, afirma Vianna.
O diabetes é uma doença que consiste na alta concentração de açúcar no sangue. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, auxilia o organismo no processo de absorção da glicose. Segundo Vianna, o acúmulo de gordura abdominal afeta diretamente o funcionamento dessa insulina. “O sobrepeso e a obesidade diminuem a capacidade do pâncreas de produzir insulina ou faz com que o organismo crie uma resistência a esse hormônio. Essas duas situações caracterizam o diabetes tipo 2. Se não controlado, a pessoa pode ter graves complicações, como perda visual e problemas renais e cardiovasculares”, explica.
As orientações médicas para evitar os picos de hipo e hiperglicemia em pacientes com diabetes, além do uso de medicamentos prescritos, é a prática de atividade física regular junto com uma alimentação saudável e balanceada. Essas mesmas recomendações são válidas para evitar a obesidade. “O essencial é manter hábitos saudáveis. Quando a pessoa cuida da alimentação e pratica exercícios físicos há um melhor controle do peso e gordura corporal, podendo evitar o diabetes ou futuras complicações da doença”, orienta Vianna que reforça a importância do acompanhamento com endocrinologista.
“É importante lembrar que a obesidade é uma doença crônica e pode ser o resultado de uma predisposição genética e alterações metabólicas. Muitas pessoas mantêm hábitos saudáveis e mesmo assim não conseguem perder peso. Esses casos devem ser acompanhados por um médico endocrinologista para tratamento adequado da doença”, finaliza André Vianna.
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