Mulheres são a maioria da população brasileira e estão à frente de quase metade das residências da Bahia

Dados estatísticos do IBGE revelam perfil da mulher na sociedade brasileira e baiana.
Dados estatísticos do IBGE revelam perfil da mulher na sociedade brasileira e baiana.

As mulheres são a maioria da população brasileira (51,8% ou 108,4 milhões) e baiana (51,6% ou 7,7 milhões) e estão à frente de quase metade das residências, seja no país como um todo (são responsáveis por 34,9 milhões de domicílios, 48,2% do total), seja no estado (2,5 milhões de domicílios são chefiados por mulheres, 48,7%), informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da inegável importância demográfica e socioeconômica e dos muitos avanços conquistados, elas ainda enfrentam desafios e obstáculos na busca pela igualdade de gênero quando se trata de trabalho e renda, participação política, acesso à Justiça, vitimização, entre outros.

Por outro lado, segundo os dados do IBGE, também há inúmeras esferas em que as mulheres têm destaque positivo e, mais que isso, são exemplos a serem seguidos.

Ressaltar algumas dessas áreas é forma de valorizar e celebrar o feminino que nos inspira a ser melhores e a seguir combatendo as desigualdades e vieses de gênero, neste ‘Dia Internacional da Mulher’ e em todos os outros dias do ano.

Elas cuidam mais da saúde

  • Na Bahia, 8 em cada 10 mulheres adultas (82,0%) vão a pelo menos uma consulta médica por ano. Entre os homens, a proporção é de 6 em cada 10 (65,5%)
  • Quase metade das mulheres adultas baianas vão a pelo menos uma consulta com dentista por ano (48,1%), enquanto a proporção entre os homens é de 39,9%
  • No estado, o percentual de mulheres com plano de saúde também é maior: 18,2%, frente a 16,0% entre os homens

Elas se alimentam melhor

  • Na Bahia, a porcentagem de homens com alto consumo de alimentos ultraprocessados (super industrializados) é maior do que a de mulheres: 7,0% contra 6,1%
  • Por outro lado, a ingestão recomendada de hortaliças ou frutas é maior entre as mulheres: 11,6% das baianas adultas consomem a quantidade adequada desses alimentos, frente a 6,2% dos homens baianos

Elas consomem menos álcool

  • Quase 4 em cada 10 homens adultos baianos (36,6%) costumam consumir álcool pelo menos uma vez por semana. Essa proporção cai pela metade entre as mulheres: 17,9% costumam beber ao menos um vez por semana;
  • Enquanto quase 3 em cada 10 homens baianos adultos (27,8%) têm um consumo abusivo de álcool, entre as mulheres a proporção das que abusam da bebida alcóolica é de 1 em cada 10 (13,0%);
  • Na Bahia, 8,7% das mulheres de 18 anos ou mais de idade dirigiram logo depois de beber. A proporção dos que fizeram isso entre os homens foi quase o triplo: 23,7% afirmam ter dirigido logo depois de beber;

As mulheres jovens têm um comportamento menos agressivo na escola

  • Na Bahia, a proporção de rapazes de 13 a 17 anos que contam ter praticado bullying com colegas na escola (11,1%) é maior do que a de mulheres (8,2%);
  • A proporção de mulheres jovens baianas (13 a 17 anos) que se envolveram em briga com luta física na escola (4,9%) é menos da metade da registrada entre os rapazes (11,7%);
  • Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), de 2019…

Elas estudam mais

  • Na Bahia, as mulheres de 25 anos ou mais de idade têm uma média de anos de estudo maior: 8,4 anos frente a 7,6 anos entre os homens
  • O percentual de mulheres baianas de 25 anos ou mais de idade que têm curso superior completo (13,3%) também é bem maior do que o de homens com o mesmo nível de instrução (8,7%)
  • Quando mais jovens, as mulheres estão mais ajustadas ao nível de ensino adequado à sua idade. Na Bahia, enquanto menos da metade dos rapazes de 15 a 17 anos cursam o Ensino Médio (49,2%), o percentual sobe para 65,7% entre as moças

Elas dedicam muito mais horas aos cuidados com a casa e seus moradores

  • Na Bahia, as mulheres dedicam pouco mais que o dobro de tempo dos homens a afazeres domésticos e cuidados com pessoas em casa. Por semana, essas atividades de cuidado consomem 20,9 horas das mulheres e 9,9 horas dos homens;
  • Mesmo quando trabalham fora, a desigualdade no tempo despendido em cuidados com a casa e pessoas é grande. As mulheres que trabalham fora ainda gastam 18,3 horas por semana em afazeres e cuidados, enquanto os homens que trabalham fora dedicam quase metade do tempo às mesmas atividades (9,4 horas por semana).

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