Para chamar atenção ao preconceito que ainda existe a Síndrome de Down, aconteceu na manhã deste sábado (12/03/2022), mais uma ação do projeto Pegue Leve em Salvador. Com cerca de 500 pessoas, o local contou com a participação de crianças e adultos em ações como aula de dança, capoeira, boxe e palestra com a assistente social Lívia Borges, Coordenadora serdown Bahia e diretora Nordeste da FBASD, Álvaro Borges Neto, portador da síndrome, estudante de educação física, faixa roxa em jiu-jitsu, praticante de boxe há dez anos, diretor de relações públicas da SerDown e autodefensor pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down e Dra Tatiana Amorim, professora de genética no curso de medicina da UNEB, é médica Geneticista, Coordenadora do Núcleo de Pesquisa Científica e Coordenadora do Serviço de Referência em Doenças Raras da APAE Salvador.
O evento contou com a participação do DJ Telefunksoul nos intervalos das palestras animando os convidados. Tanto a médica quanto a assistente social falou que atividade esportiva é qualidade de vida e deveria ser obrigatório pra todos. Dra Tatiana ressaltou que quem tem Down não deve ser chamado de portador porque não é uma doença e sim uma condição de vida. Na sequência, o evento contou com roda de capoeira do mestre Valmir, antes teve uma aula de dança e logo depois teve a aula de boxe ministrada por Jailson Santos.
21 de março é o dia Internacional de Síndrome de Down. A data foi escolhida porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia). Em Salvador, um evento chamará atenção ao dia.
Oficialmente estabelecido em 2006, o dia 21 de março tem a finalidade dar visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito, que é a falta de informação correta. A data tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a inclusão e promover a discussão de alternativas para aumentar a visibilidade social das pessoas com Síndrome de Down.
A Síndrome de Down foi descoberta em 1862 pelo médico britânico John Langdon Down. A Síndrome de Down não é uma doença, e não impede que o indivíduo tenha uma vida social normal. Por um decreto de lei nacional, a criança com Síndrome de Down deve ser matriculada em escola regular. O Pegue Leve chamou atenção especialmente das pessoas pouco informadas sobre as capacidades das pessoas com a Síndrome de Down.
No Brasil existem aproximadamente 300 mil pessoas com síndrome de down, segundo dados do IBGE. A inclusão dessas pessoas na vida escolar e profissional aumenta sua possibilidade de desenvolvimento, além de reforçar para sociedade a necessidade de respeito às diferenças, quaisquer que sejam.
O Projeto Pegue Leve é uma iniciativa da Mais Ações Integradas tem o objetivo de elevar temas como as campanhas da OMS (Organização mundial da saúde) para a sociedade como um todo, levando informação, conscientização e principalmente prevenção.
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