Sistema SWIFT registra queda de participação do dólar dos EUA nas transações globais; Governo Biden promove inflação e crise de confiança na moeda estadunidense

Dólar perde mercado como moeda de troca internacional. Dívida interna elevada e inflação alta comprometem credibilidade da moeda dos EUA.
Dólar perde mercado como moeda de troca internacional. Dívida interna elevada e inflação alta comprometem credibilidade da moeda dos EUA.

A parcela do dólar dos EUA em operações financeiras globais caiu em fevereiro de 2022, de acordo com o sistema de transações interbancárias SWIFT.

De acordo com o referido sistema, só em fevereiro de 2022 a moeda dos EUA perdeu mais de 1%. A utilização do dólar estadunidense caiu em 1,07%, para 38,85% de todas as transações globais realizadas através do SWIFT. No entanto, em uma base anual a participação do dólar ainda incrementou 0,42%.

Por outro lado, a porcentagem de pagamentos em euros cresceu em fevereiro 1,23%, para 37,79%. O euro tem sido a moeda que viu maior aumento anual entre as cinco principais moedas globais.

No mês passado o yuan chinês perdeu sua posição para o iene japonês, caindo 0,97% e representando 2,23% das operações globais. Contudo, o uso do iene nas transações mundiais desceu e agora está em 2,71%.

Mais cedo, The Wall Street Journal informou que a Arábia Saudita estaria considerando começar a vender petróleo à China em yuan, em vez da venda em dólar americano, como parte de uma tendência de se distanciar dos EUA e do Governo Biden.

Anteriormente Jerome Powell, presidente da Reserva Federal dos EUA, disse que o conflito na Ucrânia poderia acelerar as ações da China para promover uma alternativa ao sistema SWIFT.

Inflação dispara ao nível mais alto em 40 anos nos EUA

A inflação nos EUA chegou ao patamar mais alto em 40 anos. Segundo divulgação do Departamento de Estatísticas do Trabalho do país em 10 de fevereiro de 2022 (quinta-feira), os preços avançaram 7,5% em 12 meses acumulados até janeiro de 2022. O número ficou acima dos 7,2% anuais esperados pelo mercado.

A alta de preços foi puxada por produtos como alimentos, energia elétrica e gastos com moradia. Em um comunicado após a divulgação dos dados, o presidente americano, Joe Biden, reconheceu que a inflação está alta e disse que combater o aumento de preços é uma prioridade de seu governo. O fenômeno tem ajudado a comprometer a popularidade.

*Com informações do Sputnik Brasil e Nexo jornal.


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