O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que, durante os últimos oito anos, Lugansk foi bombardeada e os moradores viveram tempos difíceis, mas justamente esta tragédia em Donbass fez com que a Rússia iniciasse a operação especial.
“Infelizmente, muita coisa mudou para pior na República Popular de Lugansk. Pois foi bombardeada por todos estes oito anos, além de ataques de artilharia e operações militares. E claro, foi muito difícil para as pessoas. A vida foi diferente para as pessoas da Crimeia e Sevastopol – isso é evidente. Mas aquela tragédia, que aconteceu em Donbass, com relação a Lugansk, fez com que a Rússia iniciasse esta operação militar especial, a qual todos sabem muito bem. Antes de mais nada, eu falei sobre isso logo no início, o objetivo desta operação é ajudar nosso povo, que vive em Donbass”, declarou Putin.
De acordo com o mandatário russo, a Rússia agirá gradualmente para que a vida seja normalizada em Donbass, e a vida lá não será afligida, assim como em Sevastopol.
Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação militar especial para “desmilitarização e desnazificação” da Ucrânia.
Na ocasião, o presidente russo apontou que a máquina de guerra aliada da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) apoia grupos neonazistas na Ucrânia e está se aproximando das fronteiras da Rússia.
Rússia resistiu à pressão sem precedentes de sanções por parte do Ocidente, diz Putin
Falhou a tentativa do Ocidente de provocar colapso do sistema bancário e criar escassez de produtos na Rússia por meio de sanções, disse nesta segunda-feira (18) o presidente russo Vladimir Putin.
Sem contar na deterioração na qualidade de vida material dos cidadãos europeus, disse o presidente russo em uma reunião.
Tudo foi calculado “para enfraquecer rapidamente a situação financeira e econômica em nosso país, e provocar pânico nos mercados, colapso do sistema bancário e escassez em grande escala de bens em lojas. Mas é seguro dizer que tal política em relação à Rússia falhou”, disse Putin em uma reunião sobre questões socioeconômicas.
O mandatário russo ressaltou que “a estratégia de guerra-relâmpago econômica falhou”.
“Além do mais, as sanções não foram isentas de custos para os próprios iniciadores, refiro-me ao aumento da inflação e do desemprego, à deterioração da dinâmica econômica nos EUA e nos países europeus, ao declínio do nível de vida dos europeus e à desvalorização das suas poupanças. A Rússia, como já disse, resistiu a esta pressão sem precedentes. A situação está se estabilizando”, notou Putin.
O líder russo solicitou ao governo para continuar a expandir seu programa de medidas de emergência para lidar com a pressão ocidental, inclusive acelerando a transição para o comércio exterior em rublos e as moedas dos parceiros comerciais da Rússia.
“As restrições impostas à Rússia por países hostis, sem dúvida, têm afetado as possibilidades de nossos negócios, complicado a logística de entrega em exportação e importação, e criado obstáculos para o pagamento. É necessário ajudar os empresários a resolver estes problemas, especialmente acelerando a transição do comércio exterior ao processamento dos pagamentos em rublos e em moedas nacionais de países que são parceiros comerciais confiáveis”, disse ele.
Nesta foto de arquivo, um trabalhador em um campo de petróleo de propriedade da Bashneft, Bashkortostan, Rússia – Sputnik Brasil, 1920, 04.04.2022
Rússia conseguiu alcançar uma balança de transações correntes no primeiro trimestre de 2022 de mais de US$ 58 bilhões (cerca de R$ 272 bilhões), sendo este valor “um histórico máximo”, disse Putin.
Atualmente, Moscou e a UE estão em desacordo quanto ao pagamento de futuras entregas de gás, pois Bruxelas rejeitou a exigência de pagamentos em rublos feita por Moscou. O Kremlin diz que moedas como o dólar e o euro ficaram comprometidas pelas sanções e que a Rússia não entregará gás de graça.







