Nas fronteiras com a Ucrânia, OIM alerta para atuação de traficantes humanos

Se já não bastasse todo o drama enfrentado pelos cidadãos da Ucrânia que escapam do país em busca de segurança, essa população – em sua maioria mulheres e crianças – tem sido alvo de traficantes de seres humanos.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, explica que existem pessoas que enganam os refugiados prometendo transporte ou acomodação gratuita. A ONU News ouviu o diretor do Escritório da OIM em Portugal, que destaca a vulnerabilidade dos civis que fogem do conflito.

Falsa boa vontade

De Lisboa, Vasco Malta explicou que o problema já existia na região mesmo antes da guerra.

“Antes do conflito, a OIM só no ano passado registou mais de 1 mil casos de tráfico de seres humanos nas zonas fronteiriças com a zona da Ucrânia. Temos recebido relatos reais de muitas pessoas que se viram envolvidas nestas redes pensando que estavam apenas a se beneficiar da boa vontade de algumas pessoas. Nos centros de acolhimento, todas as vezes que falamos com essas pessoas que de fato estão a sair da Ucrânia é alertá-las para os potenciais riscos e modos de atuação das potenciais redes que estão nas zonas de fronteiras.”

De acordo com Vasco Malta, os ucranianos precisam checar com as autoridades a situação antes de aceitar qualquer tipo de oferta de viagem não só para a saída da Ucrânia, mas como para a entrada em qualquer país da União Europeia.

Chegada a Portugal

A pedido do governo português, a OIM forneceu, na semana passada, apoio para trazer ao país 203 ucranianos que estavam na cidade de Luplan, na Polônia.

 Os funcionários da agência também ajudam no embarque e desembarque dos civis, fornecendo apoio na tradução e no registro das pessoas quando chegaram em Portugal.

Vasco Malta lembra que o governo do país está facilitando o pedido de proteção temporária para os ucranianos.

Segundo os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, SEF, entre os dias 24 de fevereiro e 29 de março, foram registrado quase 25 mil pedidos de proteção de ucranianos em Portugal.

*Com informações da ONU News.


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