Eletrobras é privatizada pelo Governo Bolsonaro por R$ 100 bilhões; Venda desconcentrada das ações transferiu controle estatal para o mercado; Empresa entra para as 10 principais da B3

Processo de desestatização da Eletrobras foi aprovado no dia 18 de maio de 2022 pelo TCU.
Processo de desestatização da Eletrobras foi aprovado no dia 18 de maio de 2022 pelo TCU.

A Centrais Elétricas Brasileiras SA (ELETROBRAS) foi privatizada pelo Governo Bolsonaro com a venda fragmentada de novas ações no valor total de R$ 96,6 bilhões. Com isso, o Governo Federal deixou de ser controlador da empresa e ela passa a ser orientada pelos interesses de mercado, ou seja, mínimo investimento e máximo lucro para os acionistas.

A operação de oferta global das ações foi feita via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a perda do controle acionário ocorreu pela diluição da participação do Governo com a emissão de novas ações. Como resultado da transação, o Estado terá pouco mais de 40% do capital social da companhia.

O custo por ação foi de R$ 42,00. Na operação o investidor individual, de varejo, assumiu R$ 9 bilhões, ou 27%. Desse valor, R$ 6 bilhões foram recursos do FGTS colocados na empresa e o restante, por meio de participação direta adquirida por meio de corretoras.

Nos três primeiros meses de 2022, a empresa teve receita líquida de R$ 9,1 bilhões, 12% acima de igual período de 2021. O lucro líquido passou de R$ 1,6 bilhão para R$ 2,7 bilhões nessa mesma comparação.

A capitalização vai reforçar o balanço do negócio de forma significativa, uma vez que ao fim de março a dívida líquida estava em R$ 20,5 bilhões — o caixa estava pouco acima de R$ 15,5 bilhões. Portanto, com os recursos novos, a liquidez da companhia mais do que dobra, considerando o ingresso líquido de capital.


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