A Centrais Elétricas Brasileiras SA (ELETROBRAS) foi privatizada pelo Governo Bolsonaro com a venda fragmentada de novas ações no valor total de R$ 96,6 bilhões. Com isso, o Governo Federal deixou de ser controlador da empresa e ela passa a ser orientada pelos interesses de mercado, ou seja, mínimo investimento e máximo lucro para os acionistas.
A operação de oferta global das ações foi feita via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a perda do controle acionário ocorreu pela diluição da participação do Governo com a emissão de novas ações. Como resultado da transação, o Estado terá pouco mais de 40% do capital social da companhia.
O custo por ação foi de R$ 42,00. Na operação o investidor individual, de varejo, assumiu R$ 9 bilhões, ou 27%. Desse valor, R$ 6 bilhões foram recursos do FGTS colocados na empresa e o restante, por meio de participação direta adquirida por meio de corretoras.
Nos três primeiros meses de 2022, a empresa teve receita líquida de R$ 9,1 bilhões, 12% acima de igual período de 2021. O lucro líquido passou de R$ 1,6 bilhão para R$ 2,7 bilhões nessa mesma comparação.
A capitalização vai reforçar o balanço do negócio de forma significativa, uma vez que ao fim de março a dívida líquida estava em R$ 20,5 bilhões — o caixa estava pouco acima de R$ 15,5 bilhões. Portanto, com os recursos novos, a liquidez da companhia mais do que dobra, considerando o ingresso líquido de capital.
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