Os Estados Unidos e seus aliados não poderão manter seu atual nível de apoio ao Governo Zelensky por um período prolongado de tempo. As informações foram reportadas pelo jornal norte-americano The New York Times, citando autoridades anônimas.
Apesar do fato de o presidente dos EUA, Joe Biden, ter prometido ficar com a Ucrânia “pelo tempo que for preciso”, ninguém espera mais bilhões de apoio à Ucrânia quando o pacote de ajuda, atualmente autorizado por Washington, de US$ 54 bilhões (R$ 283,7 bilhões) em assistência militar e outras ajudas se esgotarem, disse o jornal no sábado (09/07/2022).
Autoridades admitiram ao jornal que os estoques de armas dos EUA e da Europa ficarão baixos em algum momento e que seria difícil sustentar o mesmo nível de apoio material à medida que a fadiga da guerra aumenta.
O New York Times informou que a ajuda militar para a Ucrânia aprovada pelo Congresso deve durar até o segundo trimestre do próximo ano.
Na sexta-feira (8), o presidente dos EUA, Joe Biden, autorizou um novo saque de US$ 400 milhões (R$ 2,1 bilhões) em assistência militar adicional à Ucrânia.
O chanceler alemão, Olaf Scholz (à esquerda), aperta a mão do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky (à direita), enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, sorri, no Palácio Mariinsky, em Kiev, na Ucrânia, em 16 de junho de 2022 (foto de arquivo) – Sputnik Brasil, 1920, 09.07.2022
Com o novo pacote milionário, ajuda militar dos EUA à Ucrânia já totaliza US$ 7,32 bilhões (R$ 38,47 bilhões) desde que a Rússia lançou sua operação militar especial no país, segundo o comunicado.
O Departamento de Defesa dos EUA disse que o pacote de ajuda inclui quatro sistemas de foguetes de artilharia de alta mobilidade (HIMARS), 1.000 rodadas de munições de artilharia de 155 milímetros com maior capacidade de precisão, sistemas de contra-bateria e outros equipamentos.
A Rússia lançou sua operação militar especial na Ucrânia em 24 de fevereiro, depois que as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL) pediram ajuda para se defenderem da intensificação dos ataques das tropas ucranianas.
Em resposta à operação da Rússia, os países ocidentais lançaram uma ampla campanha de sanções contra Moscou e forneceram armas para a Ucrânia.
EUA e aliados estariam discutindo formas de terminar conflito na Ucrânia, escreve jornal alemão
Os EUA e seus principais aliados europeus estão secretamente discutindo vias diplomáticas para acabar com o conflito na Ucrânia, revela o jornal alemão Welt.
“Aparentemente estão sendo conduzidas secretamente consultas entre os EUA e os aliados europeus mais importantes, durante as quais são estudadas formas diplomáticas de acabar com a guerra”, avança a publicação.
O jornal não fornece mais detalhes a este respeito. No entanto, de acordo com o autor do artigo, não é difícil encontrar razões para esta iniciativa, uma vez que a maior parte dos eleitores europeus se mostra a favor de uma “solução diplomática” para o conflito.
Nesta sexta-feira (8), o ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov disse, após a reunião dos chanceleres do grupo G20, que, se os países ocidentais querem “derrotar a Rússia” na Ucrânia, então não há nada para conversar com eles.
“Se ele [o Ocidente] não quer negociações, mas uma vitória da Ucrânia sobre a Rússia no campo de batalha, então, provavelmente, não há nada para falar com o Ocidente, porque ele com essas abordagens de fato não permite que a Ucrânia avance para o processo de paz”, disse ele.
O porta-voz do presidente da Rússia, Dmitry Peskov, por sua vez, já declarou que a política ocidental de envio de armas à Ucrânia não contribui para o sucesso das negociações de paz e só faz prolongar o conflito.
A Rússia iniciou a operação militar especial, em 24 de fevereiro, com o objetivo de desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia, após pedido de ajuda das repúblicas populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL) para combater os ataques de tropas ucranianas.
*Com informações da Sputnik Brasil.








