“Mais uma vez o Governo do Estado engana a população”, diz Téo Senna sobre aditivo no contrato do VLT Salvador – Simões Filho

Téo Senna: governo estadual enganou a todos, destruindo o formato ferroviário para VLT e alterando o custo e o prazo do projeto.
Téo Senna: governo estadual enganou a todos, destruindo o formato ferroviário para VLT e alterando o custo e o prazo do projeto.

Após 17 meses da desativação dos trens do Subúrbio de Salvador, ocorrida em 15 de fevereiro de 2021, o vereador Téo Senna (PSDB) voltou a criticar o governo do estado após indicativo de alteração do valor do contrato para a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que vai substituir o sistema. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), o documento assinado com a concessionária para a implantação e operação da Fase 1 do sistema foi de R$ 2,8 bilhões, quase o dobro do que havia sido anunciado, mas, segundo a pasta, foi necessário um realinhamento contratual para a operação da Fase 2, chegando a R$ 5,2 bilhões.

“Uma enrolação total. O governo estadual enganou a todos, primeiro destruindo o formato ferroviário para VLT, depois alterando o custo e o prazo do projeto. Os trens foram desativados, a população ficou completamente órfã de um sistema de transporte com tarifa equivalente ao trem, de R$ 0,50, e agora a obra está parada, correndo o risco de os chineses abandonarem o projeto. Sem falar do prazo inicial para a conclusão, que saiu de 30 meses para 15 anos”, disse Téo Senna.

“O governo do estado prometeu transporte alternativo com tarifa equivalente ao trem, entre outras coisas, para movimentar a economia do Porto das Sardinhas, em São João do Cabrito, mas até agora nada. Mais uma vez o governo do estado engana a população, prejudicando com isso os marisqueiros e pescadores que dependem dessa atividade para sobreviver”, criticou o vereador.

Vale lembrar que o Ministério Público Estadual (MP-BA) e o Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá) entraram com ação judicial junto ao Tribunal de Justiça para que o governador Rui Costa apresentasse estudos técnicos e sociais que apontassem os danos causados aos usuários dos trens e a redução do acesso ao transporte, uma vez que o custo para quem utilizava os antigos trens era em média de R$ 20 por semana, o que alterou para cerca de R$ 160 com os ônibus e as linhas indicadas.


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