As Nações Unidas pediram a libertação imediata da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, em Mianmar, a antiga Birmânia, assim como do presidente do país, Win Myint, que foi tirado do poder, em 2021, pela junta militar que o mantém na prisão.
António Guterres pediu que todos os presos políticos sejam libertados. Ele emitiu uma nota, através de seu porta-voz, condenando as execuções de quatro ativistas pró-democracia no fim de semana. O deputado Phyo Zeya Thaw, Kyaw Min Yu, Hla Myo Aung e Aung Thura Zaw.
Direitos humanos e ambiente deteriorado
O secretário-geral expressou pêsames às famílias das vítimas.
Na mesma nota, Guterres criticou a imposição da pena de morte em todas as circunstâncias. Para ele, as execuções, as primeiras a ocorrerem em Mianmar desde 1998, sinalizam a deterioração de um ambiente de direitos humanos que é já é precário.
Segundo agências de notícias, os quatro ativistas foram acusados pela junta militar de “atos terroristas”. O chamado julgamento foi realizado a portas fechadas.
Um dos homens executados, o deputado Phyo Zeya Thaw era um dos colaboradores mais próximos da líder do partido Liga Nacional pela Democracia, e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi. Ela foi presa em 2021 após os militares tomarem o poder de novo na nação do sudeste asiático.
*Com informações da Agência Brasil.







