O chanceler austríaco e presidente do Partido Popular Austríaco Karl Nehammer declarou que sem medidas adequadas dos funcionários europeus contra o aumento da inflação, a única solução seria consumir álcool ou substâncias psicotrópicas.
“Esse aumento nos preços, esta inflação, este absurdamente alto nível de gastos de energia. E nós devemos tomar medidas de maneira a não estimular a inflação, mas tentar suprimi-la juntos na União Europeia”, disse Nehammer no congresso do partido no estado federal de Tirol.
De acordo com ele, isso é difícil de realizar, mas são precisas urgentemente contramedidas adequadas contra o aumento dos preços e a inflação.
“Se continuarmos assim, você só terá duas opções: álcool ou drogas psicotrópicas. E eu digo que o álcool em princípio é normal. O que é decisivo é fazer brinde somente em caso de se estar bem”, acrescentou Nehammer.
No início de julho, o escritório estatístico da União Europeia (UE), Eurostat, divulgou uma estimativa apontando que a inflação anual na zona do euro deve chegar a 8,6%.
De acordo com a estimativa, os países com as maiores taxas de inflação na zona do euro em junho eram a Estônia (22%), Lituânia (20,5%), Letônia (19%), Eslováquia (12,5%) e a Grécia (12%).
Já a Áustria enfrenta o maior aumento inflacionário em 47 anos, com 8,7%, conforme dados publicados pelo governo austríaco.
Chefe de sindicato alemão alerta para colapso de cadeias industriais inteiras, diz mídia
Principal autoridade sindical do país alerta que as principais indústrias alemãs podem entrar em colapso devido a cortes no fornecimento de gás natural russo.
Mesmo antes de a crise de energia atingir os patamares alarmantes atuais, diversas autoridades do setor industrial alemão alertaram o chanceler Olaf Scholz sobre o risco de cadeias inteiras serem prejudicadas diante da escassez provocada pelas sanções ocidentais ao gás russo.
“Por causa dos gargalos de gás, indústrias inteiras correm o risco de entrar em colapso permanente: alumínio, vidro, indústria química”, disse a chefe da Federação Alemã de Sindicatos (DGB, na sigla em alemão), Yasmin Fahimi, em entrevista ao jornal Bild am Sonntag. “Tal colapso teria consequências enormes para toda a economia e empregos na Alemanha.”
De acordo com a Bloomberg, a líder sindical afirmou que crise de energia já está levando a inflação a níveis recordes, e ela pede que um teto de preços de energia seja estipulado para as famílias. Fahini conta que os custos crescentes das emissões de CO2 significam ainda mais encargos para famílias e empresas e que a crise de energia pode levar a distúrbios sociais e trabalhistas.
O ministro da Economia, Robert Habeck, disse no último sábado (2) que o governo está trabalhando em maneiras de lidar com os custos crescentes, mas não chegou a dar detalhes sobre as medidas que seriam tomadas. Habeck já havia alertado que o aperto no fornecimento de gás russo poderia gerar uma turbulência mais profunda, comparando a situação ao papel do Lehman Brothers no desencadeamento da crise financeira em 2008.
A Rússia reduziu o fornecimento de gás através do Nord Stream 1 (Corrente do Norte) em 60%, inicialmente por sanções canadenses que foram responsáveis pela retirada de uma peça-chave para o pleno funcionamento do gasoduto. Apesar disso, o gasoduto está programado para um desligamento total neste mês para manutenção previamente agendada.
*Com informações da Sputnik Brasil.









