Na última quinta-feira (28/07/2022), a Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana (SMS) promoveu ações de prevenção e diagnóstico da doença no auditório do órgão. Foram realizados mais de 31 testes rápidos, todos com resultado negativo.
A empresária Elinadja Silva e Silva, 42 anos, compareceu ao órgão para resolver questões pessoais e aproveitou para realizar o exame. “Essas ações são importantes e necessárias para todos nós”, afirma. Além dos testes rápidos, a vacinação também foi realizada. A iniciativa faz parte da campanha Julho Amarelo.
Feira de Santana aderiu o compromisso da Organização Mundial de Saúde (OMS) de erradicar a hepatite B e C até 2030. Segundo a coordenadora do centro de referência em Infecções Sexualmente Transmissíveis/HIV/AIDS, Vanessa Marinho, ações estão sendo intensificadas para atingir o objetivo.
“Estamos treinando os profissionais, destacando a importância da notificação para que ocorra o tratamento e o acompanhamento adequado dos pacientes”, afirma.
No entanto, segundo avalia a médica Sara Quezia Lopes, o preconceito ainda é um grande agravante para as pessoas não buscarem o tratamento adequado.
“Temos que entender a dimensão do problema para buscar a erradicação dessas doenças. Não é apenas na relação sexual sem camisinha que acontece a transmissão. Até mesmo frequentando a manicure, levando o próprio alicate, pode acontecer a transmissão com o pincel do esmalte, se estiver contaminado. É preciso desconstruir esse estigma de que o portador da doença é promíscuo, pois isso dificulta o diagnóstico”, destaca.
Em Feira de Santana, a vacina contra as hepatites A (somente para crianças) e B são ofertadas de forma gratuita nas unidades de saúde. No entanto, ainda não há vacina contra a hepatite C.
Testes rápidos para diagnóstico das hepatites B e C são ofertados no Centro de Saúde Especializada Dr. Leone Coelho Lêda (CSE) – o exame é descentralizado, sendo possível ser realizado nas unidades de saúde.
Hepatite
A hepatite é uma infecção que ataca principalmente o fígado e pode provocar consequências graves, como cirrose, câncer e morte. Aproximadamente 2 mil pacientes são acompanhados pelo Programa Municipal de Hepatites Virais – localizado no CSE. Os pacientes são cadastrados e têm acesso a acompanhamento e medicamentos.
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