Mudança do clima favorece doenças respiratórias, alerta SMS de Feira de Santana

O inverno é marcado pelas baixas temperaturas e também pelo surgimento de doenças respiratórias. Crises de asma e outras doenças pulmonares crônicas, além de rinites e sinusites ficam mais evidentes nessa época do ano.

Em Feira de Santana, a assistência para pessoas que possuem essas doenças é assegurada pela Prefeitura, por meio do Programa de Asma e Rinite Alérgica (ProAr) – situado no Centro de Saúde Especializada Dr. Leone Coelho Lêda (CSE).

De acordo com a pneumologista, Manoela Trindade Fontes, as pessoas com asma e rinite costumam ter piora dos sintomas por conviverem em ambientes com a presença de mofo e em locais com pouca ventilação que facilitam a circulação de vírus responsáveis pelas infecções respiratórias.

“Os principais cuidados consistem em manter o tratamento regular orientado pelo médico. Ter sempre o calendário de vacinação atualizado, em especial a vacina contra a influenza [gripe] e a pneumococo [pneumonia, meningite e otite] nos casos indicados”, explica.

Ainda de acordo com a pneumologista, com a circulação do coronavírus é importante manter o uso de máscaras, principalmente em ambientes com grande quantidade de pessoas. “Quando houver sinais de piora da doença ou da ocorrência de infecções é recomendado procurar por atendimento médico”, orienta.

Há um ano, a enfermeira Monique Santos é acompanhada pelos profissionais do ProAr. Ela é diagnosticada com asma e rinite.

“Tive muitas crises asmáticas e agora, com o tratamento adequado, só tenho crise de rinites por conta das baixas temperaturas, principalmente no inverno. Depois que conheci o ProAr, posso dizer que tenho uma qualidade de vida, com 90% de melhora do meu quadro respiratório”, afirma.

Atualmente, 5.613 pessoas estão cadastradas no programa e são atendidas por uma equipe multiprofissional, composta por pneumologistas, pneumopediatras, nutricionistas, enfermeiras, técnicas de enfermagem e fisioterapeuta.

São acompanhados pelo ProAr os pacientes portadores de asma moderada e grave – aqueles com sintomas muito frequentes com dispneia de duas a três vezes na semana. Os casos são avaliados pelas unidades de saúde, que fazem os encaminhamentos. Durante crises de asma o paciente deve procurar uma policlínica ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Para ser atendido pelo programa, o paciente com os sintomas de asma deve procurar a unidade de saúde e passar pela avaliação do clínico, que pode solicitar a consulta com o pneumologista. As guias são encaminhadas para a Central Municipal de Regulação, responsável pelo agendamento.


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