Nesta quarta-feira (14/09/2022), o embaixador da Rússia nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, disse que Moscou entraria em embate militar com Washington se for oferecido a Kiev mísseis de longo alcance que poderiam chegar ao território russo.
“De particular, preocupação é o fato de que, por muitos meses, a Ucrânia solicitou o fornecimento de mísseis táticos ATACAMS, projetados para atingir alvos a até 300 quilômetros de distância. Se Kiev obtiver tais armas, grandes cidades russas, bem como instalações industriais e de transporte infra-estrutura, estarão dentro das áreas de possível destruição”, afirmou.
Antonov enfatizou que “este cenário significaria um envolvimento direto dos EUA em um confronto militar com a Rússia”.
Ao mesmo tempo, o diplomata chamou atenção para o fato de que os EUA transformam a Ucrânia em escala de teste para descarte de armas antigas e teste de novas armas em um esforço contra o Estado russo.
O embaixador também disse que as alegações dos Estados Unidos de seu não envolvimento no conflito na Ucrânia são insustentáveis.
“As declarações de Washington de que os Estados Unidos estão de lado e não são parte do conflito soam absolutamente ridículas e infundadas. Fatos, entrevistas de antigos e atuais políticos e generais dizem o contrário. Até agora, tudo foi feito para transformar o país em um campo de testes para o descarte de armas obsoletas e testes de novos equipamentos militares da OTAN para combater as armas russas.”
Antonov observou que a Rússia está “profundamente preocupada” com “a bravata aberta do governo dos EUA”, incluindo generais, que afirmam que os ganhos do “campo de batalha” da Ucrânia foram alcançados graças a um papel direto do Pentágono no planejamento da estratégia ucraniana.
Ele acrescentou que os vídeos divulgados por canais de TV ocidentais mostram claramente que soldados e oficiais que lutam contra a Rússia na Ucrânia falam inglês fluentemente e muitos têm sotaques britânico e norte-americano.
Governo Biden pretende fornecer sistemas de defesa antiaérea e caças à Ucrânia, diz FT
O jornal Financial Times informou que os EUA estão discutindo a possibilidade de fornecer sistemas de defesa antiaérea e caças à Ucrânia.
Conforme o jornal, citando fonte de alto escalão na Defesa norte-americana, os EUA e seus aliados estão discutindo a viabilidade de fornecer sistemas de defesa antiaérea e caças a médio e longo prazo a Kiev.
Segundo a fonte, há um debate entre os países ocidentais, contudo, no momento a ideia foi rejeitada pelos envolvidos.
Recentemente, os EUA anunciaram um novo pacote de US$ 2,8 bilhões (R$ 14,2 bilhões) em assistência militar à Ucrânia e aos seus países vizinhos. Deste valor, US$ 675 milhões (R$ 3,4 bilhões) são destinados ao fornecimento adicional de armas a Kiev.
Governo Biden revela quantidade de arsenal fornecido à Ucrânia
Desde o início da operação militar da Rússia na Ucrânia, os EUA enviaram mais de US$ 14,5 bilhões (R$ 73,86 bilhões) em assistência à Ucrânia.
Os EUA transferiram aproximadamente 47 mil toneladas de armas e equipamentos militares à Europa em assistência militar à Ucrânia, informou o Comando de Transporte dos EUA.
De acordo com o comunicado, foram entregues 140 sistemas de artilharia e 660 mil projéteis, bem como 41 mil sistemas de armas antiblindagem, 1.400 sistemas de defesa antiaérea, 15 helicópteros, 38 radares, 10.200 armas de pequeno porte, aproximadamente 63,8 milhões de cartuchos para armas leves e 18 lanchas de patrulhamento, entre outros equipamentos.
Para a entrega do arsenal, os EUA realizaram 754 voos à Europa, além de utilizarem 28 embarcações, 67 trens e 1.500 caminhões.
Desde o início da operação militar da Rússia na Ucrânia, os EUA enviaram mais de US$ 14,5 bilhões (R$ 73,86 bilhões) em assistência à Ucrânia, segundo o Pentágono.
*Com informações da Sputnik Brasil.









