Morreu nesta quinta-feira (08/09/2022) a rainha Elizabeth II, aos 96 anos, em Balmoral, na Escócia, onde passava as férias de verão. Em nota oficial, o Palácio de Buckingham afirmou que a rainha, a mais longeva monarca da história do país, morreu tranquilamente. Estava ao lado os filhos, que viajaram às pressas para a Escócia.
Às 12h20 desta quinta-feira, o palácio alertou que seus médicos estavam muito preocupados com a saúde da monarca e que ela estava confortável e descansando. Para quem está acostumado a nunca ter detalhes sobre a vida privada da família real, era o sinal de que o pior estava por vir e os quatro filhos da rainha Elizabeth II, assim como seus netos, príncipes William e Harry, foram rapidamente ao encontro da monarca.
Dois dias antes, a rainha aparecia sorridente nas imagens em que convidava a nova líder do partido conservador a formar um governo. Assim, Liz Truss tornou-se oficialmente a nova premiê do país. Ela e seu antecessor, Boris Johnson foram recebidos por Elizabeth II. Sua saúde deteriorou na quarta-feira, quando o palácio avisou que não poderia comparecer a uma reunião virtual por Zoom.
Nesses anos de reinado ela recebeu e conviveu com 15 primeiros-ministros, entre eles Winston Churchill (1940-1945 e 1951-1955) e Harold Wilson (1964-1970 e 1974-1976), que, especula-se, eram os seus preferidos. De lá para cá, viveu as crises políticas e econômicas — domésticas e internacionais — dos séculos XX e XXI, sem manifestar em público opiniões ou emoções.
Esta sempre foi a regra do jogo desta monarquia constitucional. Do palácio para fora, a realeza tem a difícil tarefa de permanecer neutra a questões mundanas. Nem por isso conseguiu se manter imune a críticas e ao julgamento da população. Do palácio para dentro, crises costumam ser contidas, sempre que possível, com discrição, para não arranhar a imagem da Casa Real.
Um novo rei
“Nós temos um novo rei”, anunciou Hue Edwards, apresentar da BBC em tom solene, vestido com paletó e gravata negros, como ditam as regras para momentos como o atual.
Charles deve abrir um novo capítulo na história deste reino que se prepara para uma nova geração dos Windsor, em pleno século XXI, quando a própria ideia de soberanos que se sucedem parece cada vez mais anacrônica. Sem o mesmo apreço dos súditos, terá o imenso desafio de ocupar o lugar de uma rainha que por sete décadas foi símbolo da estabilidade e unidade do país entre momentos de glória e muitas crises. Pesquisa do instituto Yougov do início do ano aponta a monarca como a figura mais popular do mundo. Charles ocupa modesta 11ª. colocação na mesma lista.
*Com informações da RFI.










