Presidente Gabriel Boric muda gabinete e se aproxima do centro após derrota em referendo constitucional do Chile

O presidente chileno, Gabriel Boric, trocou nesta terça-feira (06/09/2022) os ministros do Interior, Saúde, Ciência, Energia e Secretaria Geral após a rejeição avassaladora a uma nova Constituição, apoiada por seu governo. Dois dias após o referendo sobre a nova Constituição, Boric, de esquerda, se aproxima do centro.

“Talvez seja, não tenho por que escondê-lo, um dos momentos mais difíceis politicamente que tenho que aceitar. E conseguiremos continuar juntos pelas chilenas e chilenos e pelo Chile, disse Boric depois da troca de gabinete que, segundo o chefe de Estado, tem o objetivo de “dar maior coesão” ao governo.

Carolina Tohá assumiu o posto-chave de ministro do Interior que foi ocupado no passado por seu pai, José Tohá no governo de Salvador Allende (1970-1973). Ela substitui a médica Izkia Siches, após erros cometidos durante os seis meses no cargo, como acusar congressistas do governo do ex-presidente Sebastián Piñera (2018-1973) de deportar e posteriormente devolver ao Chile estrangeiros em voos de expulsão.

Giorgio Jackson, amigo íntimo de Boric desde a universidade e companheiro de luta estudantil em 2011, deixou a Secretaria Geral da Presidência para assumir o Ministério do Desenvolvimento Social, deixado por Jeanette Vega após uma polêmica ligação para o líder do grupo radical indígena mapuche Coordinadora Arauco-Malleco (CAM), Héctor Llaitul, que está atualmente preso.

No lugar de Jackson foi nomeada Ana Lya Uriarte, ex-assessora no segundo governo de Bachelet (2014-2018), que será encarregada das relações entre o Executivo e o Congresso. No ministério da Saúde sai Begoña Yarza, após críticas da gestão da pandemia, e entre Ximena Aguilera.

Com as mudanças, o governo mantém a promessa de paridade de gênero nos ministérios com 15 mulheres e nove homens nos cargos.

Protestos

Horas antes da reforma do gabinete, centenas de estudantes se manifestaram diante do palácio presidencial pedindo maiores recursos para a educação. As manifestações foram organizadas dois dias depois que a proposta da nova Constituição foi rejeitada em um referendo por 61% dos eleitores.

Entre os direitos que a nova Constituição contemplava estava o de “acesso universal” à educação, uma demanda recorrente nos protestos que sacudiram o país em outubro de 2019.

*Com informações da RFI.


Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Avatar de Redação do Jornal Grande Bahia

Valorize o jornalismo crítico, plural, rigoroso e comprometido com a verdade factual, a democracia, o Estado de Direito e o interesse público. Escolha o Jornal Grande Bahia (JGB) como fonte preferida no Google: clique aqui.

Sua confiança também fortalece nosso trabalho: avalie o JGB

Selecione o JGB e receba nossas notícias com mais destaque.


Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.