O presidente ucraniano Vladimir Zelensky apagou de sua conta uma foto que incluía um militar das Forças Armadas da Ucrânia com símbolos nazistas no uniforme.
A foto foi tirada na cidade de Izyum, na região de Carcóvia. Nela, um militar ucraniano está de costas para o presidente. Na farda do militar é visível um emblema da Divisão SS Totenkopf. Atualmente, a foto não aparece em nenhuma rede social do presidente ucraniano.
Não é a primeira vez que Zelensky, em seu nome, publica fotos de militares ucranianos com tais símbolos no uniforme e depois as apaga. Em 9 de maio, o líder ucraniano fez uma publicação dedicada ao “dia da vitória sobre o nazismo”. Uma das fotos também mostrava um soldado com o emblema da Divisão SS Totenkopf no peito. Passado algum tempo, a publicação foi editada e, depois, a imagem escandalosa desapareceu de todo.
O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, tem repetidamente sublinhado que na Ucrânia se tornou normal falsificar a história, justificando os crimes dos nazistas. O presidente russo Vladimir Putin também salientou que, apesar de o extremismo existir em todos os países, em nenhum outro país do mundo o nazismo é encorajado a nível do Estado como é na Ucrânia.
Cidadãos dos EUA nunca saberão verdade sobre colaboradores ucranianos na 2ª Guerra Mundial, diz analista
Cidadãos norte-americanos nunca saberão um detalhe importante da colaboração dos nacionalistas ucranianos, durante a Segunda Guerra Mundial, com o regime de Adolf Hitler, já que nos EUA tais informações simplesmente não são reveladas, escreveu o ex-funcionário da Casa Branca Paul Craig Roberts.
O artigo de Roberts, funcionário da Casa Branca no governo de Ronald Reagan, está intitulado “Por que o governo alemão apoia o nazismo?”.
Segundo o analista político, os cidadãos norte-americanos, cujos interesses são limitados aos resultados de partidas de futebol e de golfe, não fazem a mínima ideia do fato de a Ucrânia Ocidental, amplamente apoiada pelos Estados Unidos, ter combatido ao lado de Hitler contra o seu próprio país. Os norte-americanos simplesmente não sabem esta informação tão importante, visto que a mídia ocidental oculta os fatos, especifica o autor.
Roberts também salientou que o governo alemão hoje em dia atua por interesse dos EUA. Assim, mesmo que qualquer tipo de propaganda do nazismo esteja banido na Alemanha, “o governo alemão apoia os nazistas bandeiristas na Ucrânia”, que “lutam contra os russos de Donbass”.
Inauguração do monumento a Stepan Bandera, líder ideológico da Organização dos Nacionalistas Ucranianos, em Lviv (Ucrânia) – Sputnik Brasil, 1920, 13.07.2022
O especialista está convencido de que a mídia europeia e norte-americana até não presta atenção a tal discrepância.
“O Ocidente não conhece a realidade, já que o mundo ocidental, cheio de ignorância, está se aproximando de sua morte”, concluiu Roberts.
Anteriormente, a vice-presidente da Duma Estatal (câmara baixa do parlamento russo) afirmou que a transformação da Ucrânia em um Estado nazista é um projeto elaborado pelos EUA.
“Os EUA são o sujeito que patrocina o nazismo no mundo”, sublinhou a deputada russa.
O vice-secretário do Conselho de Segurança russo, Aleksandr Venediktov, por sua vez, chamou de “uma ameaça extremamente perigosa” as tentativas de revitalizar o fascismo europeu, que o Ocidente usa como uma de suas ferramentas híbridas, a fim de manter a dominância.
“Tal trabalho tem sido conduzido por Washington, de fato, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. É por isso que aqueles horrores e aquela loucura que os nacionalistas ucranianos cometem são ocultados de forma meticulosa pela mídia ocidental”, disse Venediktov.
O chanceler alemão, Olaf Scholz (à esquerda), aperta a mão do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky (à direita), enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, sorri, no Palácio Mariinsky em Kiev, Ucrânia, 16 de junho de 2022 – Sputnik Brasil, 1920, 13.08.2022
Desde 24 de fevereiro, a Rússia tem conduzido uma operação militar especial para desnazificar e desmilitarizar a Ucrânia. Vladimir Putin declarou que o objetivo final da operação é libertar Donbass e criar condições que garantam a segurança da própria Rússia, em resposta a uma eventual expansão da OTAN para o leste.
*Com informações da Sputnik Brasil.
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