Prevenção ao Suicídio: Neurocientista enumera cinco causas mais comuns do problema

Em meio a campanha Setembro Amarelo, o mundo celebra também o Dia de Combate ao Suicídio, precisamente no dia 10 deste mês. Essa ameaça, ou atitude suicida, pode ser uma maneira de pedir socorro. Falando sobre o assunto, o Pós PhD em Neurociência e mestre em psicologia, Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela, enumerou uma lista com as cinco causas mais comuns quando pensamos em motivos que levam algumas pessoas a, infelizmente, atentar contra a própria vida.

1- Depressão

“A causa mais comum de suicídio, pensamentos depressivos profundos são tipicamente acompanhados de uma sensação de sofrimento e um sentimento de desesperança em escapar da dor. É importante falar sobre a depressão, por mais desconfortável que seja, pois isso pode fazer com que as pessoas que sofrem dessa doença se abram mais e cresçam confiantes o suficiente para falar sobre sua dor”, destacou.

2- Psicose

“Sabe-se que as doenças mentais causam suicídio por deficiência cognitiva. A esquizofrenia é um tipo de psicose frequentemente associada a tendências suicidas. As vozes internas ordenarão que indivíduos de outra forma funcionais cometam automutilação e devem ser tratadas para evitar que essas vozes se tornem muito autoritárias”, falou.

3- Grito por ajuda

“Um pedido de ajuda ocorre quando um indivíduo que sofre de dor interna ou emocional, não consegue ou não alerta os outros ao seu redor e tenta o suicídio como último recurso. Em alguns casos, esses indivíduos selecionam métodos que acreditam que não os prejudicarão, mas muitas vezes são tragicamente mal informados”, mencionou.

4- Acidentes

“O suicídio acidental é uma causa muito comum entre adolescentes e jovens adultos. Essa causa pode estar ligada a problemas de uso de substâncias e geralmente ocorre para aqueles que sofrem de um vício. A melhor defesa contra essa causa é buscar tratamento de desintoxicação ou recuperação do uso de substâncias”, argumentou.

5- Isolamento social

“Comum em muitas faixas etárias, o isolamento social faz com que os indivíduos experimentem a solidão, uma das principais causas de suicídio, especialmente entre os homens. Muitas vezes, aqueles que vivenciam o isolamento social têm dificuldade em expressar seus sentimentos aos outros e se apresentar para admitir pensamentos suicidas. Devido à ameaça percebida de isolamento, um indivíduo recorrerá ao suicídio como forma de escapar”, finalizou.

Para Fabiano, pessoas de todos os sexos, idades e etnias podem estar em risco de suicídio. Também conforme ele, os principais fatores de risco para o suicídio são:

  • – Uma história de tentativas de suicídio;
  • – Depressão, outros transtornos mentais ou transtorno por uso de substâncias Dor crônica;
  • – História familiar de transtorno mental ou uso de substâncias;
  • – História familiar de suicídio;
  • – Exposição à violência familiar, incluindo abuso físico ou sexual;
  • – Presença de armas de fogo ou outras armas de fogo em casa;
  • – Ter sido recentemente libertado da prisão ou prisão;
  • -Exposição, direta ou indiretamente, ao comportamento suicida de outras pessoas, como o de membros da família, colegas ou celebridades.

Perfil do Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, é um Pós PhD em neurociências, mestre em psicologia, licenciado em biologia e história; também tecnólogo em antropologia com várias formações nacionais e internacionais em neurociências. É diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat – La Red de Investigadores Latino-americanos, do comitê científico da Ciência Latina, da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo nos Estados Unidos e professor nas universidades; de medicina da UDABOL na Bolívia, Escuela Europea de Negócios na Espanha, FACMED – Faculdade de Medicina no Brasil, investigador cientista na Universidad Santander de México, membro FIEPS e membro-sócio da APBE – Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva. Membro de 4 sociedades de alto QI, entre elas a Mensa International e a mais restrita do mundo Triple Nine Society.


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