Entender e implementar o conceito de Cidades Inteligentes é de suma importância para o futuro do Estado e do planeta. Por isso, o Parque Tecnológico da Bahia, representado pelo titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), André Joazeiro, assinou um Protocolo de Intenções com a empresa Aguaduna, representada por Manuel Matutes, para desenvolvimento, no Laboratório Vivo (Living Lab) do Tecnocentro, de iniciativas com o foco em solucionar problemas e desafios do cotidiano através da tecnologia. O ato também contou com as presenças da empresária americana Natalia Olson e Lucas Gavazza, diretor jurídico de Relações Institucionais do empreendimento.
A Smart City Aguaduna, uma cidade inteligente, será implantada no Litoral Norte, no município de Entre Rios. Mas, enquanto o complexo não fica pronto, o Parque Tecnológico da Bahia será o palco para desenvolvimento de soluções para problemas urbanos usando como base dados e muita tecnologia. O objetivo é usar o espaço do Living Lab, que simula uma área urbana, para começar a pesquisar e realizar alguns testes em uma escala menor. No futuro, esses estudos serão aplicados em uma proporção maior na Cidade Aguaduna.
O secretário da Secti, André Joazeiro, afirma que o intuito dessa cooperação também é compreender o conceito e identificar a possibilidade de empregá-lo em todo território baiano. Além disso, o gestor da pasta destaca que o Parque estará presente na cidade. “A parceria não se encerra no desenvolvimento de tecnologias para a cidade inteligente. Nossa expectativa é entender a aplicabilidade, eficiência e a viabilidade econômica de escalar as tecnologias para os 417 municípios da Bahia. Posteriormente, quando a Smart City estiver pronta, iremos implementar uma unidade do Parque Tecnológico da Bahia, dando um passo no plano de interiorização”.
Para Lucas Gavazza, o Tecnocentro será importante para dar o pontapé inicial nas pesquisas. “O Parque permite que pequenos testes e iniciativas de soluções que vão ser aplicadas em áreas urbanizadas sejam, em uma escala indoor, produzidas ou pensadas. Hoje, o Parque Tecnológico da Bahia nos oferece um equipamento que permite que já comecemos a trabalhar as soluções de urbanização dentro do Living Lab para depois aplicar em escala urbanizada em Aguaduna”.
Tecnologia e Inteligência
Aguaduna é uma grande cidade laboratório onde se pensará na economia circular, gestão sustentável, tecnológica e inovadora. O lugar utilizará conjuntos de dados com o intuito de promover soluções para problemas urbanos como saneamento básico, melhor uso dos recursos não renováveis, reutilização de resíduos, entre outras questões. O projeto, que também será um empreendimento turístico, tem investimento em torno de $ 1,2 bilhão de dólares e já conta com parcerias de empresas como a Siemens, Enel X, SegurPro, Cetrel e Cimatec.
O Complexo foi uma iniciativa do grupo espanhol Residencial ES Vive S.L, com participação da Família Matutes, detentora do Palladium Hotel Group, cadeia hoteleira espanhola fundada no final dos anos 60 e pertencente ao Grupo Empresas Matutes, presentes na Espanha, México, República Dominicana, Jamaica, Itália e, no Brasil, com a implantação do Grand Palladium Imbassaí Resorts e Spa. A família tem negócios nos setores de turismo, aviação, biotecnologia e bancário.









