O Festival de Artes de Alagoinhas – FESTA chega à 5ª edição, colocando as artes negras produzidas na cidade em conexão com o mundo. Com o tema “Alagoinhas Negra”, o V FESTA se inspira na obra do artista afro-americano Jean-Michel Basquiat para elaborar a ideia de diásporas conectadas. Seja nas ruas de Nova Iorque ou de Alagoinhas, as artes negras se encontram, rompem fronteiras e ocupam as cidades do mundo para imprimir a herança de um povo conectado pela ancestralidade. O V FESTA acontece de 22 a 27 de novembro de 2022, no Centro de Cultura de Alagoinhas, com extensa programação que inclui exposições, shows, bate-papos, oficina e exibição de filmes, abordando temáticas relacionadas às masculinidades negras, feminismo negro, afro negócios, moda e ancestralidade.
Depois de uma edição inteiramente online, em 2021, o FESTA volta ao formato presencial, ocupando o foyer e as salas multiuso do Centro de Cultura de Alagoinhas. A abertura do V FESTA acontece no dia 22 de novembro (terça-feira), às 19h, e vai contar com a rima premiada de MC Manzine, vencedor da Majestade da Gentalha 2022, além de um papo reto com o empreendedor negro Tiago Azeviche sobre negócios, moda e masculinidades negras, com mediação do ator e produtor negro Nando Zâmbia. A apresentação musical fica por conta do cantor e compositor Maurício Santana, seguido do momento Karaokê, quando o público também poderá dar uma palhinha.
O festival traz também a oficina “Eu Vejo Você – Dança dos Orixás para não Dançarinos”, da atriz e dançarina Fabíola Nansurê, que acontece nos dias 22 e 23 de novembro.
Durante os seis dias de evento, o público poderá conferir o trabalho de artistas negros e negras que criam e movimentam a cena cultural de Alagoinhas. Alguns deles são veteranos no festival e já participaram de outras edições, como o artista visual Pinho Blures, o fotógrafo Heitor Rocha, o grupo Sangue Real e a cantora Caffé Pitta. Mas a maior parte da programação é composta por estreantes, jovens artistas que têm oxigenado a cena local e que participam do festival pela primeira vez. É o caso dos cantores e compositores João Sereno e Tauã Visceral, o grupo Manas no Poder, a banda Forró com Pimenta, a poetisa Turmalinah, a atriz Anny Rastelli, o fotógrafo Joan Souza e as dançarinas Reijane Santos, Aline Lucena e Lucivania Brighto.
A única atração convidada de outra cidade para esta edição, é o trio soteropolitano Trinca de Paz, composto pelos multi-instrumentistas e cantores Elinas, Lucas Diniz e Saulo Viana. Eles apresentam o seu repertório autoral e dançante, que flerta com elementos de Trap, Rap e Pagotrap, no dia 23 de novembro (quarta-feira), às 19h.
O festival contará ainda com participações especiais de Mãe Rosa de Oyá, Fórum da Juventude Negra e coletivo GIRL UP em um bate-papo sobre identidade negra e ancestralidade; da fotógrafa Nildes Oliveira, e das professoras Alexandra Reis e Alda Pereira para uma conversa sobre autoconhecimento e autoestima da mulher negra; além do cantor O Coroa e do poeta Rafael Fonseca.
A programação tem também atividades voltadas para escolas com exibições de filmes e vídeos de produtores alagoinhenses, e a exposição Generation Z: Essence, produzida por estudantes do Colégio Modelo sob a coordenação da professora Maria Efigênia; além do encontro Capoeira – Uma ginga negra, com apresentações de rodas e da Orquestra de Berimbau, e do espaço Cultura Hip Hop na Cena.
O V FESTA
Festival de Artes de Alagoinhas é realizado pelo L’ade Inan Ponto de Cultura, e tem o apoio de Juci Cardoso, Intense Eventos, HFotografia, Joan Souza, Sua Cidade em Revista, Gustavo Carmo, Pega Outdoor, Câmara Municipal de Alagoinhas, Secretaria de Esporte, Cultura e Turismo (Secet) e InterData.
Festival de Artes de Alagoinhas (FESTA)
Surgiu em 2016, como um festival de teatro dentro da programação da Semana de Arte e Cultura do Litoral Norte e Agreste Baiano, território no qual o município de Alagoinhas está inserido. O evento ganhou pujança em sua segunda edição, em 2017, quando ultrapassou os limites da Semana de Arte e criou agenda própria não apenas com espetáculos teatrais, mas também shows, performances, saraus, oficinas e exposições. Em 2018, o Festival passou a pensar estratégias de intervenções na cidade, rompendo os muros do Centro de Cultura de Alagoinhas para ocupar também a Escola Modelo Luís Eduardo Magalhães e o Teatro da Praça do CEU. Em 2021, realiza uma edição inteiramente online e se consolida como um dos festivais mais importantes do território Litoral Norte e Agreste Baiano. Em quatro edições do FESTA, já passaram pelos palcos da cidade 20 espetáculos baianos e 01 moçambicano, além de 17 shows, 08 oficinas, 02 saraus, 04 entrevistas públicas, 04 vídeos/performances e 02 mostras de cinema.
Oyá L’ade Inan Ponto de Cultura
Reconhecido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) como Ponto de Cultura, em 2020, o Ilê Axé Oyá L’adê Inan desenvolve, desde a sua inauguração, em 2008, ações de resgate, preservação, celebração e visibilidade da cultura negra afro-brasileira, em Alagoinhas. Através de criações e apresentações teatrais, musicais, de dança, performances e artes integradas, o terreiro tem sido um polo de construção e realização das artes negras no município.
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