Copa do Catar ganha destaque e bolsonaristas têm dificuldade para mobilizar base na Internet

Mesmo com o recente pedido do PL e o do presidente, Jair Bolsonaro, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que anulasse votos em parte das urnas, apoiadores bolsonaristas se esforçam nas redes para manter o questionamento dos resultados em alta e enfrentam cada vez mais dificuldades.

Um levantamento feito pela consultoria Bites e divulgado pelo jornal O Globo mostrou que mesmo com as tentativas de reavivar os protestos, a base não tem engajado no Twitter.

De acordo com a pesquisa, na terça-feira (24/11/2022), o pedido do partido e do presidente gerou um pico de 526 mil menções associadas à notícia, o que representou 2,7% do conteúdo produzido em português na plataforma. A quantia é igual a um quinto do engajamento do dia 1º de novembro, primeiro dia após o resultado da eleição.

Na data, o incentivo aos atos gerou 2,8 milhões de menções, 11,4% da produção brasileira na rede social naquele dia. Até o dia 3, o volume ficou acima de um milhão.
Segundo o diretor-adjunto da Bites, André Eler, a queda no engajamento reflete a falta de um comando central.

“Bolsonaro tem dado sinais dúbios e não tem organizado de forma explícita essas manifestações. Por mais que os bolsonaristas se animem com a contestação do PL, por exemplo, ainda é um sinal muito frágil por não ter uma declaração de apoio do presidente. Há uma resignação da classe política, o que torna difícil uma resposta coesa tanto nas ruas quanto nas redes sociais”, explicou Eler.

Nos últimos dias, os trending topics do Brasil — assuntos mais comentados da plataforma — reúnem temas ligados à Copa do Mundo.
Opositores do governo, como a deputada federal, Joice Hasselmann (PSDB-SP), notaram o principal opositor da base bolsonarista: “Um dos temores de Bolsonaro é a Copa do Mundo enfraquecer a mobilização na porta dos quartéis”, publicou a parlamentar.

Os dados refletem, então, o cansaço em continuar pautando o debate digital, na mesma medida em que outros assuntos tomam a atenção do público, relata a mídia.
Neste contexto, novas estratégias são utilizadas. Uma plataforma norte-americana de monitoramento de contas falsas no Twitter, o Bot Sentinel, identificou, entre o dia 22 e 23, ao menos 168 tuítes que mencionam os termos “Forças Armadas”, “SOS forças” e “Supremo” publicadas por contas consideradas suspeitas.

Ainda segundo o jornal, a perda de influência da pauta também se verificou no setor evangélico.

Um relatório produzido pela Casa Galileia entre os dias 14 e 20 de novembro, mostra que os assuntos políticos perderam força no Facebook, Instagram (redes sociais proibidas na Rússia por extremismo) e Youtube. Nesta última plataforma, mais da metade dos vídeos de maior engajamento são orações.

Na segunda-feira (23;11/2022), o ministro e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, indeferiu o pedido do Partido Liberal e aplicou uma multa de R$ 22,9 milhões à legenda, bloqueando e suspendendo as contas do fundo partidário dos partidos de coligação eleitoral de Bolsonaro até o pagamento, conforme noticiado.


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