Petroleiros organizam mobilização nacional contra venda de ativos da Petrobras; Ativos da Bahia estão à venda pelo Governo Bolsonaro

Vista aérea da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus.
Vista aérea da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus.

A diretoria da Federação Única dos Petroleiros (FUP), reunida na manhã desta segunda-feira (28/11/2022), marcou um calendário de luta contra a continuação dos processos de venda de ativos na Petrobrás. A primeira manifestação será nesta terça-feira (29), às 6h, em frente à Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus/AM.

O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, destacou a importância da paralisação dos processos de privatização neste momento, uma vez que o governo que está entrando não tem o mesmo posicionamento da atual gestão da Petrobrás.

“É fundamental que seja suspenso todo o atual processo de privatização de unidades da empresa. Estão correndo para fechar operações de conclusão de venda, o denominado ‘closing’, até 31 de dezembro”, acrescentou o dirigente sindical.

Nessa terça-feira também começam as reuniões nas bases da categoria petroleira, para a preparação de um grande ato nacional no dia 7 de dezembro, pela paralisação dos processos de venda nesse final de mandato de Jair Bolsonaro. Além da Reman, outros ativos estão na mira para desinvestimento, como é o caso das refinarias de Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), no Ceará; a TBG, que faz o transporte de gás da Bolívia para o Brasil; Pólo Bahia Terra e Albacora Leste; Terminal Norte Capixaba (TNC), entre outros.

A Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim/MG, era uma das 8 refinarias listadas em acordo de privatização firmado entre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Petrobrás. Além da refinaria mineira, outras três unidades foram efetivamente colocadas à venda no governo Bolsonaro, mas tiveram o processo de privatização paralisado: a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul; e a Refinaria Abreu Lima (Rnest), em Pernambuco.

No final do ano passado, a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, foi vendida abaixo do preço mínimo estimado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e inferior ao projetado por bancos de investimentos como BTG Pactual e XP. Desde a sua privatização, a refinaria passou a comercializar os combustíveis mais caros do que a Petrobrás e a região vem sofrendo desabastecimento de gás de cozinha.

No último dia 11, em ofício ao presidente da Petrobrás, Caio Paes de Andrade, e conselheiros da empresa, a FUP requereu a suspensão do anúncio do Plano Estratégico da estatal, período 2023/2027, previsto para o final deste mês.

“Estamos em transição de governo; portanto, é razoável que o novo plano estratégico seja realizado a partir das orientações e prioridades estratégicas do novo governo”, disse Bacelar.


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