Salvador: Escritor Ruy Espinheira Filho autografa livro ‘Um Rio Corre na Lua’ na ‘Bienal do Livro da Bahia’

Livro 'Um Rio Corre na Lua', de Ruy Espinheira Filho, apresenta as diferentes reações humanas diante do mesmo fato e revela uma amostra do que somos como sociedade.
Livro 'Um Rio Corre na Lua', de Ruy Espinheira Filho, apresenta as diferentes reações humanas diante do mesmo fato e revela uma amostra do que somos como sociedade.

O poeta, escritor e professor de Literatura Brasileira Ruy Espinheira Filho receberá o público para o lançamento de seu romance Um rio corre na lua. O evento acontece no dia 11 de novembro (sexta), na Bienal do Livro da Bahia, no Centro de Convenções de Salvador. O escritor participará da mesa Especial Literatura Baiana, às 17 horas. Após esse momento, haverá uma sessão de autógrafos.

Esgotado em sua primeira edição, de 2007, e indicado ao Prêmio Portugal Telecom, em 2008, o livro volta com novo projeto gráfico, publicado pela Editora Maralto.

Romancista experiente e premiado, o autor amarra todas as histórias do livro com habilidade e segurança para operar os mecanismos da ficção a seu favor.

Elogiado por Carlos Drummond de Andrade – que o classificou como autor de uma “poesia concentrada e de sutil expressão” –, eleito um dos 20 poetas contemporâneos mais importantes do Brasil e laureado em diversas ocasiões, Ruy Espinheira Filho presenteia o leitor com uma história envolvente e divertida sobre o comportamento humano em coletividade.

Enredo

A trama tem início em uma manhã pacata e comum na pequena cidade de Rio da Lua. D. Cinha vê na vidraça da janela de sua casa uma imagem que parece ser a de Nossa Senhora, ou de uma santa. Em pouco tempo, toda a cidade se rende ao acontecimento, que altera a vida de sua população e de municípios vizinhos.

A adoração à imagem ou o questionamento quanto a sua existência reverbera em cada um dos moradores – o prefeito, o delegado, o padre, o pastor, o jornalista, o dono do cinema, a mulher da bola de cristal, a poeta, além das pessoas comuns –, colocando suas características e modos de vida em foco, revelando e expondo sentimentos, medos, angústias e anseios da cidade.

Com olhar aguçado e sensível, o autor desenha seus personagens, cada um com os próprios dramas e conflitos, desde os nomes, e apresenta uma amostra do que somos como sociedade, especialmente das relações que estabelecemos uns com os outros.

“Cada um reage ao evento segundo sua própria personalidade e sua formação cultural. As pessoas contam e recontam a história com acréscimos porque é da natureza humana. Afinal, o ser humano é um sonhador”, conta Espinheira Filho.

Sentimentos em palavras

O lirismo e a magia presentes na história são frutos da paixão pela escrita, que para o autor começou desde muito cedo.

“Meu gosto pela escrita foi algo natural, acho que escrevia desde antes de ser alfabetizado, ou seja, já buscava formas de expressão para os sentimentos e pensamentos. Como dizia Mário de Andrade, o artista é um fatalizado. Nasce marcado para isso”, brinca Ruy.

A destreza com as palavras o ajudou a construir e revelar as minúcias comportamentais dos personagens do romance e evidenciar como a natureza humana se manifesta em todos os lugares, épocas e situações. Por essa divertida trama, o leitor agradece!

Sobre o autor

Ruy Espinheira Filho nasceu em Salvador, Bahia, em 1942. É jornalista, poeta, ficcionista, ensaísta e professor aposentado de Literatura Brasileira do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia.

Foi elogiado em sua estreia (Heléboro, 1974) por Carlos Drummond de Andrade, que o classificou como autor de uma “poesia concentrada e de sutil expressão”. Em 1998, foi eleito um dos 20 poetas contemporâneos mais importantes do Brasil, em consulta promovida pela Fundação Biblioteca Nacional.

Ruy recebeu prêmios literários em poesia e prosa, como o Prêmio Nacional de Poesia Cruz e Souza (As sombras luminosas, 1981), o Prêmio Ribeiro Couto (Memória da chuva, poesia, 1996) e, com Elegia de agosto e outros poemas (2005), o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Jabuti (2º lugar) e Menção Especial do Prêmio Cassiano Ricardo.


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