A ameaça de guerra nuclear está aumentando, afirmou nesta quarta-feira (07/12/2022) o presidente russo, Vladimir Putin, respondendo à pergunta correspondente.
“Não estamos loucos, estamos cientes do que são as armas nucleares […] não vamos brandi-las como uma navalha, correndo por todo o mundo, mas, certamente, baseamo-nos no fato de que [esse armamento] existe, que é naturalmente um fator dissuasor.”
Mesmo assim, ressaltou o mandatário, a Rússia está considerando as armas de destruição em massa exclusivamente como um meio de proteção:
“No entanto, temos a estratégia de uso de meios defensivos, e as armas de destruição em massa, armas nucleares, nós a consideramos justamente uma proteção, e ela [a estratégia] está construída em torno do chamado ataque de resposta – isto é, quando somos atacados, nós respondemos”.
Durante seu discurso o líder russo observou que as organizações de direitos humanos ocidentais foram criadas não como um instrumento de proteção dos direitos humanos, mas como um instrumento de influência em outros países, estiveram engajadas neste trabalho profissionalmente na área pós-soviética.
A doutrina internacional dos direitos humanos é usada para justificar o domínio ideológico do Ocidente, disse nesta quarta-feira (7) Vladimir Putin.
“Em particular, vemos que a doutrina dos direitos humanos está sendo usada para destruir a soberania do Estado, para justificar o domínio político, financeiro, econômico e ideológico ocidental”, disse o presidente durante um encontro com os membros do Conselho de Direitos Humanos na Rússia.
Putin também agradeceu aos defensores dos direitos humanos por sua assistência ativa aos cidadãos que vivem nos novos territórios russos, ou seja, nas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e regiões de Kherson e Zaporozhie.
Rússia continuará a luta consistente pelos seus interesses nacionais, e vai fazê-lo de várias maneiras, primeiro por meios pacíficos, mas se isso não ajudar – por todos os meios disponíveis.
“Vamos partir daquilo que existe. Do nosso lado só pode haver uma resposta – uma luta consistente pelos nossos interesses nacionais. Vamos continuar a fazê-lo, e que ninguém espere qualquer outra coisa. Sim, vamos fazê-lo de diferentes maneiras e meios, em primeiro lugar, é claro, vamos nos orientar por meios pacíficos, mas se nada mais nos restar, nos defenderemos com todos os meios que temos à nossa disposição”, enfatizou Putin.
Os ataques das Forças Armadas da Ucrânia contra bairros residenciais em Donbass e o silêncio geral sobre esta questão são terríveis.
“Os ataques são efetuados diretamente contra os bairros residenciais. Não é possível que ninguém saiba disso. Todo o mundo está calado. Como se nada estivesse acontecendo. Isso é terrível”, disse chefe de Estado russo durante a reunião.
Ele também observou que as organizações de direitos humanos ocidentais não querem enxergar a tragédia que está ocorrendo em Donbass já há oito anos.
Orçamento de ‘confrontação’ dos EUA vai desestabilizar ainda mais a Europa
O orçamento de defesa dos EUA tem um caráter de confronto que vai desestabilizar ainda mais a Europa, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
“O documento aprovado é extremamente conflituoso com nosso país […] sem precedentes”, disse o porta-voz a repórteres.
Ele também comentou que essas características podem desestabilizar ainda mais a situação no continente europeu.
O orçamento de defesa dos EUA para 2023, aprovado pelas duas casas do Congresso norte-americano, prevê US$ 800 milhões (cerca de R$ 4,1 bilhões) adicionais para a Ucrânia, além de mais de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 31,3 bilhões) para conter a Rússia na Europa e desenvolver uma estratégia de combate às armas supersônicas. O orçamento também proíbe permanentemente o compartilhamento de dados com a Rússia em sistemas de defesa antimísseis.
Suposto golpe na Alemanha
A suposta preparação de um golpe em território alemão é um problema interno da Alemanha, disse Peskov. As forças de segurança da Alemanha prenderam, horas antes, 25 pessoas ligadas a um grupo que supostamente planejava um golpe de Estado no país, segundo a Procuradoria alemã.
“Este é um problema interno da Alemanha, e eles próprios declaram que não se pode falar em interferência russa, descobrimos tudo isso aqui por meio de reportagens da mídia, não temos nada a dizer sobre isso”, disse Peskov.
Vários meios de comunicação dizem que entre os detidos na Alemanha estão cidadãos da Áustria, Itália e uma mulher russa. Certas fontes do Ministério Público alemão esclareceram que o suposto papel da mulher era buscar contato com representantes da Rússia. A entidade observou que não tem evidências que apontem para um possível apoio aos “golpistas” por parte das autoridades russas.
*Com informações da Sputnik Brasil.
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