Cineasta Oliver Stone diz que Governo dos EUA é culpado por atiçar o conflito em Donbass; Eurodeputada adverte que manejo da crise ucraniana pela OTAN pode acabar em desastre

Cineasta Oliver Stone.

O Governo dos EUA é culpado por provocar conflito em Donbass, disse o diretor de cinema e roteirista Oliver Stone ao jornal sérvio Politika no festival de cinema RSIFF.

“O que está acontecendo em Donbass desde 2014 e quantas pessoas abandonaram [a região] devido ao intenso patrocínio dos Estados Unidos ao Exército ucraniano? Desde 2014, a Ucrânia deixou de ser neutra, ela estava voltada contra a Rússia, foi isso que perturbou o equilíbrio, daí o conflito”, disse o diretor em entrevista à mídia durante o festival de cinema RSIFF na Arábia Saudita.

Além do mais, Stone acusou o governo estadunidense de hipocrisia, enfatizando que os EUA “quebram todas as regras quando querem”, mas condenam outros países por isso.

Stone também compartilhou a sua visão em relação a Biden como líder dos EUA.

“A administração está afundando rapidamente. Eu estava errado em votar neste homem”, disse o interlocutor do jornal.

Em sua opinião, Biden provou ser um líder incompetente e sua política em relação ao Kremlin é perigosa.

Desde 24 de fevereiro, a Rússia vem realizando uma operação especial para libertar Donbass dos nacionalistas de Kiev. O presidente russo Vladimir Putin disse que o seu objetivo é “proteger as pessoas que tinham sido submetidas a abusos, genocídio pelo regime de Kiev por oito anos”.

Manejo da crise ucraniana pela OTAN pode acabar em desastre, adverte eurodeputada

A eurodeputada da Irlanda Clare Daly acusou a OTAN de trazer “terror, morte, desordem [e] estupro” para a Líbia, afirmando que a estratégia do bloco liderado pelos EUA na Ucrânia produzirá resultados semelhantes.
Daly fez seus comentários após votar contra uma resolução que pedia um maior envolvimento da União Europeia (UE) na Líbia.

“Votei contra este relatório”, disse ela em um vídeo postado em sua página no Twitter. “O momento é bastante apropriado, tal como acontece, poucas semanas após o 11º aniversário do dia em que o líder líbio Muammar Kadhafi foi morto durante o ataque da OTAN à Líbia: sodomizado com uma baioneta e baleado na cabeça”, disse a eurodeputada irlandesa.

“A intervenção da OTAN na Líbia, realizada em nome da proteção da liberdade, democracia e dos direitos humanos, é algo que faríamos bem em lembrar enquanto a OTAN trava sua guerra por procuração na Ucrânia em nome de, [sim] vocês adivinharam, liberdade, democracia e direitos humanos”, continuou ela.

Kadhafi foi deposto e torturado por militantes apoiados pela OTAN em outubro de 2011.

“O que acontece depois que a OTAN intervém em seu país com base nisso?”, perguntou Daly aos parlamentares da UE. “Terror, morte, desordem, estupro, pobreza, fome.”

“A Líbia é um país dilacerado pelo conflito, sua economia [está] destruída, sua população – anteriormente a mais rica da África – mergulhada e atolada na pobreza”, ressaltou Daly. “Os migrantes são comprados e vendidos em mercados de escravos. É um país de valas comuns, de crimes contra a humanidade. Este é o legado da OTAN.”

Outrora uma nação próspera e rica em petróleo, a Líbia virou uma anarquia após o assassinato de Kadhafi. Um relatório da Anistia Internacional publicado neste ano descreve as condições no país como “infernais”.

*Com informações da Sputnik Brasil.


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