Em decorrência do aumento de casos da Covid-19, fonte escreve manifesto pedindo suspensão de eventos populares de fim de ano

Dados epidemiológicos divulgados pela Sesab, em 23 de dezembro de 2022.
Dados epidemiológicos divulgados pela Sesab, em 23 de dezembro de 2022.

Preocupado com o aumento de casos da Covid-19 no Brasil, fonte enviou, neste sábado (24/12/2022), manifesto ao Jornal Grande Bahia (JGB) requerendo que autoridades determinem a suspensão dos festejos populares que ocorrem no final de 2022 e começo de 2023.

Confira manifesto ‘Carta aberta contra a hipocrisia em relação ao covid-19’

Na condição de Brasileiro, ciente de seus direitos e deveres, mas com receio de se identificar em decorrência do patrulhamento ideológico do extremismo, inclusive por receio de ser acionado pelo STF por crime de opinião, venho detalhar os fatos e a necessidade de que sejam tomadas as medidas necessárias à suspensão dos festejos de final e virada de ano, de forma imediata pelo Presidente Bolsonaro e a partir de primeiro de janeiro pelo Presidente Lula.

  • 1. É cediço todo o enfrentamento da pandemia da COVID 19 e a palavra genocídio esteve em voga nos mais diversos setores da sociedade.
  • 2. No entanto, as pessoas continuam expostas ao vírus e continuam morrendo diariamente em nosso país.
  • 3. Chegando o final de ano, os meios de comunicação de todo o país vêm destacando uma nova onda de contaminação da COVID 19 que se aproxima:

20/11/2022 – O Correio Braziliense destaca[1]:

  • A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou no sábado (19/11) que os casos de novas infecções pela covid-19 dispararam no país. De acordo com a instituição, o aumento dos casos ocorreu em 12 estados brasileiros. Por meio do Boletim InfoGripe, foi constatado que os números da infecção correspondem a 47% dos resultados positivos para doenças respiratórias nas últimas quatro semanas.

28/11/2022 – a CNN destaca[2]:

“Dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados no sábado (26) mostram que o país mantém uma média móvel de 22 mil casos diários. O índice, que avalia a média de casos dos últimos sete dias e permite o dimensionamento do cenário epidemiológico, é um dos maiores registrados desde agosto.

Fator comportamental

“O aumento da circulação do SARS-CoV-2 no Brasil é multifatorial. Primeiro, nós flexibilizamos as medidas de controle. Segundo, nós tivemos eventos como, por exemplo, as eleições, que facilitaram o encontro entre pessoas. Terceiro, temos uma população com doses de reforço muito baixas”, avalia Rosana.”

Destaca-se ao final da matéria que as eleições foram uma causa, bem como, a falta de adesão à vacinação.

29/11/2022 – Jornal do Commercio traz o destaque[3]

  • “O Brasil vem registrando dia após dia um súbito aumento de casos da nova onda Covid-19 por todo o país.
  • O país teve um aumento de casos de 131% em relação a duas semanas atrás. Com isso, no último domingo (27), o Brasil teve média móvel de 80 mortes nos últimos sete dias.
  • Por isso, se criou um cenário sanitário alarmante por conta do atual cenário em relação ao coronavírus no Brasil.”

01/12/2002 – o Bahia Notícias destaca suspensão de festa religiosa no Estado da Bahia, governado por Riu Costa indicado à Casa Civil para o próximo governo federal do Presidente Lula, por conta da COVID[4]:

  • Em virtude do novo decreto estadual, que tem como objetivo evitar a proliferação do Coronavírus, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) suspendeu a tradicional festa de Santa Bárbara, no próximo domingo, dia 4 de dezembro.

04/12/2022 – Folha de São Paulo[5] destaca que a Copa do Mundo e festas de final de ano irão manter a COVID em alta:

  • As aglomerações para compras de fim de ano, assistir aos jogos da Copa do Mundo e as festas de Natal e Ano Novo vão impulsionar a alta de casos de Covid-19 —já notada há algumas semanas no país— até janeiro. É o que dizem os especialistas ouvidos pela Folha.

08/12/2022 – o Bahia Notícias[6] destaca mais uma vez o avanço de doenças graves respiratórias dentre elas a COVID:

  • O Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (8), aponta que as síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) apresentam tendência de crescimento em 23 unidades da federação. Entre os casos virais dessas hospitalizações, três em cada quatro estão associados à covid-19.

22/12/2022 – A escassez de medicamentos em razão da COVID e Guerra da Ucrânia é um destaque da Folha de São Paulo e que pode afetar o atendimento da população em caso de nova onda da COVID:

  • Um aumento de infecções bacterianas depois que os países suspenderam as restrições pandêmicas causou a falta de antibióticos como penicilina e amoxicilina, ressaltando a situação precária das cadeias de suprimentos globais.
  • Dos 35 países cujos dados são coletados pela OMS, 80% sofrem escassez aguda de antibióticos relacionados à penicilina, disse Lisa Hedman, líder do grupo da OMS para fornecimento e acesso a medicamentos. O Reino Unido adotou “protocolos de escassez grave” na semana passada, permitindo que os farmacêuticos prescrevam formulações alternativas de antibióticos após um aumento de infecções como o estreptococo do grupo A.

4. A China tinha adotado uma estratégia de COVID-zero, mas cedeu aos protestos da população e hoje o mundo vive uma escassez de produtos e medicamentos[7]:

30/11/2022 – Valor:

  • Problemas de produção pioram na China apesar de alívio das restrições
  • Empresas relatam falta de peças e ordens de suspensão da atividade para higienização quando são identificados casos de covid entre os funcionários. Também há temores que o governo chinês possa usar lockdowns generalizados para conter a agitação pública

21/12/2002 – UOL[8]:

  • Covid: mortos lotam crematórios na China; ‘milhões vão morrer’, diz médico

22/12/2022 – CNN>

  • Xangai alerta para “batalha trágica” à medida que Covid-19 se espalha na China

23/12/2022 – G1:

  • China estima que surto de Covid está infectando 37 milhões de pessoas por dia.[9]
  • Explosão de casos de Covid na China atinge fábricas e afeta economia[10]

5. Diante de todo este quadro trágico na China pela flexibilização das medidas restritivas e de toda a projeção para o final de ano e início de 2023, não se percebe a tomada de medidas, nem mesmo por aqueles que defendiam desde 2019 medidas de restrição e que acusavam o atual governo de genocida.

6. O próprio Presidente Bolsonaro deixou claro de que se arrependeu de falas e destacava as medidas de contenção da pandemia em entrevista, como noticiou o G1[11]:

Foi quando o presidente fez a autocrítica.

“Eu dei uma aloprada, sim. Eu perdi a linha”, disse Bolsonaro.

O entrevistador continua: “Eu queria completar. O senhor se arrepende?”

“Eu me arrependo”, respondeu o presidente.

7.O que se vê em todo país é uma ação verdadeiramente genocida para o final de ano, mesmo com as mortes diárias por conta da COVID-19 a aglomeração e eventos estão garantidos:

  • São Paulo Ano Novo 2022/2023 – São Paulo divulga programação para festa de Réveillon na Avenida Paulista[12]
  • Rio de Janeiro Prefeitura do Rio anuncia detalhes do réveillon de 2023 e Zeca Pagodinho é a grande atração da festa da virada[13]
  • Brasília – GDF organiza Réveillon na Esplanada após dois anos sem grandes festas[14]
  • Salvador – Venha curtir cinco dias de festa com grandes nomes da música baiana! Fogos, área de lazer, espaço gastronômico e muitos shows te aguardam na maior festa de rua de Reveillón do Brasil[15]

8. E assim, o Brasil está garantindo que mais e mais pessoas continuem morrendo por conta da COVID-19.

9. A hipocrisia de todos os setores da sociedade e entes públicos que promovem eventos públicos de grande porte, como se não estivessem contribuindo para o outrora denominado genocídio.

10. Diante de todo o quadro grave projetado pelos especialistas nas mais diversas matérias; diante de toda a desmobilização da infraestrutura de hospitais e leitos para atendimento à COVID 19; diante da escassez de medicamentos; só nos resta clamar que o Presidente Bolsonaro demonstre seu arrependimento suspendendo todos os festejos de final de ano até o dia 31/12/2022, bem como que o Presidente Lula mantenha sua coerência e suspenda qualquer festejo a partir do dia 01/01/2023, até que se assegure à população a dissipação da nova onda da COVID-19.

Atenciosamente,

BRASILEIRO INDGINADO



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