Dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados se reunirão nesta sexta-feira (27/01/2023), no Rio de Janeiro, com o novo presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates. O encontro ocorrerá um dia após a aprovação de Prates no comando da empresa pelo conselho de administração da companhia.
Durante a reunião, serão debatidas propostas para os novos rumos da Petrobrás defendidas pelas lideranças sindicais e já apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reuniões de trabalho e analisadas no grupo de transição de Minas e Energia, do qual Prates e o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, fizeram parte. A reconquista de direitos trabalhistas e previdenciários dos petroleiros também está na pauta da reunião.
Entre as propostas estão revisões no atual Plano Estratégico (PE) da Petrobrás 2023 /2027, aprovado no ano passado pela gestão bolsonarista da empresa, e mudanças na atual política de preços de paridade de importação (PPI) implementada por Michel Temer em 2016 e mantida por Bolsonaro. O PPI vincula o preço dos combustíveis à variação do dólar, ao preço do barril do petróleo no mercado internacional e aos custos de importação dos derivados.
Os focos mais imediatos do novo PE, defendidos pela FUP, são a suspensão e reversão das privatizações das unidades da empresa, conclusão das obras em andamento (como a expansão da Refinaria Abreu e Lima — Rnest – em Pernambuco) ou que estão paralisadas, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), além de novos investimentos em exploração e produção, respeitando conteúdo local, e em transição energética, com garantias de transição justa, com processos de inclusão dos trabalhadores.
Nesse contexto, está a revitalização do programa de biocombustíveis, com a preservação da PBio – Petrobras Biocombustíveis – e a retomada de suas plantas de produção de biocombustíveis, assim como o investimento em pesquisas para o desenvolvimento do hidrogênio verde.
Também estão na agenda do encontro investimentos no setor de fertilizantes, com vistas à conclusão das obras da fábrica de Mato Grosso do Sul e a reabertura da unidade do Paraná.
Entre os ativos privatizados pelo governo Bolsonaro ou em fase de privatização serão destacados a Refinaria Landulpho Alves (Rlam, atual Refinaria de Mataripe, na Bahia), a Refinaria do Amazonas (Reman), a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX, no Paraná) e a Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor, no Ceará).
Reconquista de direitos
Também serão discutidos com o novo presidente da Petrobrás “temas centrais para a categoria petroleira, na busca de reconquista de direitos históricos, que foram perdidos durante os governos Temer e Bolsonaro, a exemplo dos descontos abusivos nos planos de saúde e na previdência complementar, principalmente de aposentados e pensionistas, muitos deles com contracheque zerado de seu benefício”, afirma o coordenador-geral da FUP. Além disso, será tratada a reposição de efetivo, com a realização de novos concursos públicos na Petrobrás.
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