O presidente da câmara baixa do Parlamento russo, Vyacheslav Volodin, alertou que o fornecimento de armas dos EUA e da OTAN à Ucrânia para atacar a Rússia resultará em uma resposta com armas ainda mais poderosas.
“Se Washington e os países da OTAN fornecerem armas que sejam usadas para atacar cidades e tentar tomar nossos territórios, como eles estão ameaçando, isso levará a medidas de retaliação com armas ainda mais poderosas”, afirmou.
Anteriormente, o embaixador russo nos EUA, Anatoly Antonov, alertou que as forças russas destruiriam todas as armas fornecidas pelos países ocidentais à Ucrânia.
Vladimir Putin, presidente russo, realiza reunião com membros do complexo militar-industrial russo em Tula, Rússia, 23 de dezembro de 2022 – Sputnik Brasil, 1920, 18.01.2023
Além disso, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, comentou as palavras do secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, de que o fornecimento de armas à Ucrânia seria o “caminho para a paz”.
“De acordo com Stoltenberg, as armas afinal são o caminho para a paz. De fato, ‘o passado é apagado, o que foi apagado é esquecido, as mentiras se tornaram verdade'”, escreveu Medvedev no Twitter.
Falas dos EUA sobre envio de mísseis à Ucrânia é um elemento de guerra psicológica, diz diplomata russo
O vice-chanceler russo Sergei Ryabkov comparou as declarações dos Estados Unidos sobre o fornecimento de mísseis a Kiev com um elemento de guerra psicológica.
As alegações dos EUA sobre a possibilidade de entrega a Kiev de mísseis ATACMS de longo alcance para ataques ao território da Crimeia são um elemento de guerra psicológica, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, ao responder a uma pergunta da Sputnik sobre a avaliação de Moscou de tais inciativas norte-americanas.
“É um elemento de guerra psicológica. Por sua vez, a guerra psicológica faz parte de uma guerra híbrida contínua, mas crescente, do Ocidente coletivo liderado pelos Estados Unidos contra a Rússia”, disse o vice-chanceler a repórteres.
“A escalada é o caminho mais perigoso e as consequências podem ser imprevisíveis. Esses nossos sinais não são percebidos. Os oponentes da Rússia continuam elevando as apostas, mas os objetivos da operação militar especial serão alcançados em qualquer caso, e todo esse equipamento militar proveniente de diferentes fontes será literalmente triturado”, sublinhou o diplomata.
Anteriormente, Michael McCaul, presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes do Congresso dos EUA, declarou que EUA precisam enviar mísseis balísticos táticos ATACMS de longo alcance à Ucrânia para atacar o território da Crimeia e derrotar a Rússia.
Ex-presidente russo prevê nova aliança militar anti-EUA
O fluxo contínuo de assistência militar a Kiev mostra claramente que o Ocidente está concentrado em “desgastar ou destruir” a Rússia, afirmou o ex-presidente russo Dmitry Medvedev.
Contudo, estes esforços podem sair pela culatra para os EUA e seus aliados, acredita Medvedev.
Os comentários do atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia ocorrem após o encontro entre os países ocidentais na base aérea de Ramstein, para continuar fornecendo assistência a Kiev.
“O encontro em Ramstein e a alocação de armamentos pesados a Kiev não deixa dúvidas de que nossos inimigos tentarão nos desgastar por um período indefinido ou, preferencialmente, destruir-nos”, afirmou Medvedev.
Contudo, o prolongamento das hostilidades na Ucrânia pode fazer com que surja um novo bloco militar com países que “estão cansados dos EUA”, alerta.
“Isso sempre aconteceu na história da humanidade durante guerras longas. Os EUA vão finalmente abandonar a velha Europa e o que restar dos desafortunados ucranianos, e o mundo vai retornar a um equilíbrio novamente”, destacou.
Moscou tem instado frequentemente o Ocidente a parar de “alimentar” a Ucrânia com armas, prolongando o conflito e as hostilidades, em vez de mudar o resultado final.
*Com informações da Sputnik Brasil.
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