O capitão do Exército Brasileiro Daniel Marques da Cunha, falecido na quarta-feira (18/01/2023), após convalescer de transplante cirúrgico em uma unidade de saúde da cidade de Curitiba, Paraná, recebeu homenagem póstuma do general de divisão Marcelo Arantes Guedon, comandante da Região Marechal Cantuária (6ª Região Militar, que abrange os estados da Bahia e Sergipe).
Ao proferir as honras militares durante o velório ocorrido no sábado (21) em Feira de Santana, o general Guedon destacou os feitos de Daniel Cunha como membro das Forças Armadas, fazendo leitura dos emblemas da farda do oficial e dos diversos cursos que participou.
“Realizar o Curso de Aperfeiçoamento de Oficial, ao passo em que se dedicava a família e a recuperação da saúde, demonstra a capacidade de superação e resiliência de Daniel”, disse o comandante militar, completando, “é o exemplo que fica”.
O irmão André Luiz Marques Cunha Junior, juiz do Tribunal Regional do Trabalho do Amazonas, revelou que nos últimos momentos de vida, Daniel se manteve firme na fé e partiu em oração para o encontro do Senhor.
A irmã Alana Carolina Silva Marques, 1ª tenente do Exército, relatou que diariamente escriva cartas para Daniel. Ela fez a leitura de uma mensagem póstuma, texto que não pode entregar em vida, mas que registrava o “agradecimento pelo maravilhoso irmão” que ele foi.
O sogro, pastor Walter Pereira, casado com Adeilda Pereira, citou os alegres encontros dominicais com Daniel, a esposa Xenia Pereira da Silva Marques, o filho do casal, Silas Pereira Marques Cunha, o cunhado Bruno Pereira e a cunhada Karine Pereira.
Na sequência, ele leu o salmo Eclesiastes 7:1-4:
- Melhor é a boa fama do que o melhor unguento; e o dia da morte, do que o dia do nascimento de alguém.
- Melhor é ir à casa do luto do que ir à casa do banquete, porque esse é o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.
- Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.
- O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos, na casa da alegria.
O pastor Herivelton Oliveira, líder religioso da comunidade, contou sobre a infância e o desejo que Daniel expressava em ser jogador profissional e de que maneira ele encontrou um novo caminho que deu sentido à vida dele e o tornou exemplo para todos.
Sepultamento
O corpo Daniel foi enterrado no sábado (21), no Cemitério jardim Celestial, em Feira de Santana.
Síntese biográfica
Natural de Bonfim, no estado de Roraima, Daniel Marques da Cunha nasceu em 5 de março de 1990 e passou a infância, juventude e parte da vida adulta em Feira de Santana. Ele era filho de Maria do Carmo Silva Marques e do subtenente André Luiz Marques Cunha (†1962-★2009), membro do Exército que nomeia a Praça central da Vila Militar dos Sargentos, situada no 35º Batalhão de Infantaria de Feira de Santana (35º BI). O oficial estava lotado no 6° Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador.
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