Inflação crescente e política fiscal em compasso de espera impedem queda dos juros nos primeiros meses de 2023, segundo IFI

Taxa de juros oficial do Brasil é uma das mais elevadas do mundo e contribui para o avanço da desigualdade estrutural do país, cumulado com baixo crescimento econômico. Banco Central independente serve aos rentistas, ou seja, as 500 famílias mais ricas da nação.
Taxa de juros oficial do Brasil é uma das mais elevadas do mundo e contribui para o avanço da desigualdade estrutural do país, cumulado com baixo crescimento econômico. Banco Central independente serve aos rentistas, ou seja, as 500 famílias mais ricas da nação.

Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, a inflação em alta e a política fiscal em compasso de espera têm impedido a queda dos juros no Brasil. Em um relatório divulgado nesta quarta-feira (15/02/2023), a IFI analisou o cenário econômico brasileiro e destacou que a taxa básica de juros, a Selic, deve permanecer inalterada nos próximos meses.

De acordo com a IFI, a inflação tem sido pressionada pela alta nos preços de alimentos e pela retomada da economia, que tem aumentado a demanda por bens e serviços. Além disso, a instituição apontou que a política fiscal do governo ainda está em compasso de espera, aguardando a aprovação de medidas de ajuste fiscal pelo Congresso Nacional.

A IFI destacou que a expectativa é de que a inflação comece a ceder a partir do segundo semestre de 2023, mas alertou que essa previsão pode ser alterada caso haja algum evento não previsto que afete a economia brasileira. A instituição também ressaltou que a trajetória da política fiscal será fundamental para a evolução da inflação e dos juros no país.

Atualmente, a Selic está em 9,25% ao ano, após cinco altas consecutivas promovidas pelo Banco Central. A IFI destacou que, embora a expectativa seja de que a taxa de juros permaneça nesse patamar, há riscos para a inflação que podem levar a novas elevações da Selic no futuro.

“Embora haja um plano de ajuste já anunciado pelo Ministério da Fazenda, o que ameniza as dúvidas sobre como financiar a expansão de gastos, o futuro das contas públicas continua indefinido. O regime fiscal atual cumpre aviso prévio e o próximo deverá pavimentar um caminho crível para as contas. A sinalização de momento é de que a sustentabilidade das contas dependerá em maior medida do desempenho da arrecadação, onde concentra-se o plano do Ministério da Fazenda. Mas as circunstâncias atuais não devem favorecer. O impulso conjunto de inflação, atividade e commodities sobre as receitas, observado em 2021 e 2022, não se repetirá”, enfatiza a IFI.

Em resumo, a IFI destaca que a inflação crescente e a política fiscal em compasso de espera têm impedido a queda dos juros no Brasil. A instituição alerta que a trajetória da política fiscal será fundamental para a evolução da inflação e dos juros no país nos próximos meses.


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