Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, a inflação em alta e a política fiscal em compasso de espera têm impedido a queda dos juros no Brasil. Em um relatório divulgado nesta quarta-feira (15/02/2023), a IFI analisou o cenário econômico brasileiro e destacou que a taxa básica de juros, a Selic, deve permanecer inalterada nos próximos meses.
De acordo com a IFI, a inflação tem sido pressionada pela alta nos preços de alimentos e pela retomada da economia, que tem aumentado a demanda por bens e serviços. Além disso, a instituição apontou que a política fiscal do governo ainda está em compasso de espera, aguardando a aprovação de medidas de ajuste fiscal pelo Congresso Nacional.
A IFI destacou que a expectativa é de que a inflação comece a ceder a partir do segundo semestre de 2023, mas alertou que essa previsão pode ser alterada caso haja algum evento não previsto que afete a economia brasileira. A instituição também ressaltou que a trajetória da política fiscal será fundamental para a evolução da inflação e dos juros no país.
Atualmente, a Selic está em 9,25% ao ano, após cinco altas consecutivas promovidas pelo Banco Central. A IFI destacou que, embora a expectativa seja de que a taxa de juros permaneça nesse patamar, há riscos para a inflação que podem levar a novas elevações da Selic no futuro.
“Embora haja um plano de ajuste já anunciado pelo Ministério da Fazenda, o que ameniza as dúvidas sobre como financiar a expansão de gastos, o futuro das contas públicas continua indefinido. O regime fiscal atual cumpre aviso prévio e o próximo deverá pavimentar um caminho crível para as contas. A sinalização de momento é de que a sustentabilidade das contas dependerá em maior medida do desempenho da arrecadação, onde concentra-se o plano do Ministério da Fazenda. Mas as circunstâncias atuais não devem favorecer. O impulso conjunto de inflação, atividade e commodities sobre as receitas, observado em 2021 e 2022, não se repetirá”, enfatiza a IFI.
Em resumo, a IFI destaca que a inflação crescente e a política fiscal em compasso de espera têm impedido a queda dos juros no Brasil. A instituição alerta que a trajetória da política fiscal será fundamental para a evolução da inflação e dos juros no país nos próximos meses.
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