O balão chinês abatido no dia 5 de fevereiro de 2023 pela Força Aérea dos Estados Unidos (EUA) fazia parte de um programa de vigilância da China que está operando em cinco continentes, segundo as autoridades americanas. O laboratório do governo americano em Quântico, na Virgínia, está analisando os destroços do balão, recuperados nas águas da costa de Myrtle Beach, na Carolina do Sul, após o ataque de um caça.
As autoridades americanas disseram que o balão teria partido de Hainan, uma ilha no sul da China que abriga uma base militar naval. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou que o programa de vigilância da China violou a soberania de países em todos os continentes e que os EUA compartilharão as informações relevantes com o Congresso, aliados e parceiros internacionais.
O porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, brigadeiro-General Pat Ryder, confirmou que os americanos acreditam que balões similares estão sendo operados nas Américas do Norte e do Sul, no Sudeste Asiático, Leste Asiático e na Europa. O general afirmou que os EUA aprenderam muito sobre esses balões e como rastreá-los. Embora todos os objetos tenham sido usados para missões de vigilância, há variações em termos de tamanho e capacidade.
Os EUA acreditam que pelo menos quatro vezes balões operaram sobre o território americano, mas não forneceram detalhes sobre esses casos. De acordo com os serviços secretos norte-americanos, o programa de vigilância inclui vários balões semelhantes e é executado em parte na pequena província chinesa de Hainan. Os EUA ainda não têm dados suficientes para determinar o tamanho exato da frota de balões de vigilância chineses, mas relatam que o programa realizou pelo menos duas dezenas de missões em cinco continentes nos últimos anos.
Os EUA relataram que cerca de meia dúzia desses voos ocorreram dentro do espaço aéreo do país, embora não necessariamente sobre o território dos EUA. Diversos navios da Guarda Costeira dos EUA foram colocados em alerta para detectar e interceptar possíveis balões de vigilância no futuro.










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