A aquisição do Credit Suisse pelo UBS está mudando a dinâmica do setor bancário na Suíça. Com a compra, o UBS se torna o único banco global do país com capacidade para resgatar seu rival menor. A mudança também impacta a paisagem da indústria bancária suíça, já que as agências do Credit Suisse e do UBS estão espalhadas por toda parte, muitas vezes a apenas alguns metros de distância uma da outra.
Após o anúncio da aquisição, as ações do Credit Suisse fecharam em queda de 55,74% na segunda-feira (20/03/202), enquanto as ações do UBS fecharam em alta de 1,26%, mas caíram até 16% no início do pregão – a maior queda em um dia desde 2008.
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que a exposição dos bancos da zona do euro à turbulência do Credit Suisse é medida em milhões de euros, e não bilhões. Lagarde também alertou que os bancos europeus devem se preparar para um crescimento econômico mais lento, custos de financiamento mais altos e volumes de empréstimos menores.
Enquanto isso, o economista-chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Eric Parrado, alertou que a América Latina pode registrar crescimento econômico zero este ano se a crise bancária nos Estados Unidos e na Europa se espalhar pelo mundo inteiro.
Embora os bancos pareçam saudáveis em geral, os empréstimos concedidos pelo Fed indicam quanta pressão está sobre o sistema financeiro no momento. É importante ressaltar que os empréstimos foram concedidos como medida emergencial e não porque os bancos estavam em risco iminente de falência.










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