Salvador: Hospital Aliança realiza procedimento inédito no Nordeste para tratamento cardíaco

Intervenção inovadora foi feita em paciente de 52 anos com cardiomiopatia hipertrófica, obstrução que dificulta o bombeamento do sangue pelo coração.
Intervenção inovadora foi feita em paciente de 52 anos com cardiomiopatia hipertrófica, obstrução que dificulta o bombeamento do sangue pelo coração.

O Hospital Aliança, da Rede D’Or e localizado em Salvador, acaba de realizar procedimento inédito no Nordeste para tratar cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva septal, doença que afeta o músculo do coração e dificulta o bombeamento de sangue. O paciente de 52 anos, que apresentava sintomas persistentes de cansaço e falta de ar, foi submetido a uma ablação septal com agente embolizante ONYX. O procedimento intervencionista durou 90 minutos e o paciente teve alta médica em 72 horas.

Diferente de técnicas anteriores de ablação septal que utilizam o álcool absoluto, o procedimento com o ONYX é feito de forma seletiva, diretamente na área afetada, sem maiores consequências para outras partes do órgão. A intervenção diminui a obstrução e normaliza o fluxo de sangue do paciente. “O agente embolizante ONYX, utilizado habitualmente em neurointervenções, se apresenta como uma alternativa ao álcool absoluto, que pode ter maior possibilidade de efeitos colaterais devido a sua toxicidade”, explica o médico cardiologista intervencionista, Cristiano Guedes.

A cardiomiopatia hipertrófica está associada a fatores genéticos e pode acometer adultos jovens e atletas. Seus principais sintomas são cansaço, falta de ar, dor no peito, arritmia, e pode levar à morte súbita. “Grande parte dos casos são tratados com acompanhamento médico especializado e medicamentos, sem necessidade de cirurgia ou procedimentos invasivos”, diz Guedes.  “Devido ao risco de arritmias, os pacientes precisam também ser avaliados quanto à necessidade de cardiodesfibrilador implantável”, afirma o cardiologista Diogo Azevedo.

No caso específico, segundo os cardiologistas, a cirurgia foi indicada porque os sintomas do paciente não cediam. “O paciente persistia sintomático a despeito do uso de medicações específicas e com obstáculo significativo ao bombeamento de sangue documentado através de ecocardiografia, tomografia, ressonância cardíaca e pelo cateterismo cardíaco”.

A equipe de intervenção contou com três cardiologistas intervencionistas, Cristiano Guedes, Adriano Tamazato, Thais Valente; um neurointervencionista, Guillermo Santamaria; um médico ecocardiografista, Rafael Modesto; um anestesista, Marcello Farias; um arritmologista, Alex Gabiru; uma médica especialista em tomografia e ressonância cardíaca, Mariana Baptista; e os cardiologistas clínicos Márcia Noya e Diogo Azevedo. A ablação septal com agente embolizante ONYX passa a integrar o rol de procedimentos oferecidos aos pacientes do Hospital Aliança.


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