Nesta quarta-feira (12/04/2023), às 16 horas, um seminário abrirá as celebrações pelos 100 anos da sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, inaugurada em 2 de julho de 1923 para comemorar o centenário da Independência do Brasil na Bahia. No auditório do IGHB estarão os professores e pesquisadores Nelson Cadena, Suzana Pereira, Andre Nunes, Ivoneide França e Jorge Ramos, que falarão sobre a importância do acervo da instituição, guardiã da memória do Estado. Antecede o encontro, a apresentação da camerata da Osba, Bahia Cordas, às 15 horas, além de uma exposição sobre “As mulheres nas pinturas do IGHB” e a exibição de um vídeo sobre a restauração de telas do acervo, com restaurador e professor José Dirson Argolo no canal youtube.com/ighbba.
Um dos primeiros imóveis edificados em concreto armado no Estado, a atual sede do Instituto foi construída com subscrição pública, em campanha liderada pelo geógrafo e então secretário, Bernardino de Souza. Antes, funcionou em cinco sedes, no Largo 2 de Julho, Rua do Palácio, Rua da Misericórdia, Praça do Terreiro de Jesus e na rua Alfredo Brito. Até julho, diversos temas ligados ao prédio estarão em discussão, o que passa, sobretudo, por debater grandes desafios, a exemplos da digitalização de jornais, manutenção e salvaguarda de um dos maiores acervos do país.
Na “Casa da Bahia” estão as maiores coleções de jornais (hemeroteca) e mapas do Estado, que têm o desafio de disseminar os estudos e a preservação da nossa memória. O jornalista Nelson Cadena conhece bem esse acervo e vai destacar a importância e diferenciais dessa hemeroteca, além do desafio da conservação das coleções. “Falarei também da minha experiência na consulta de jornais e revistas no espaço do Instituto e mais alguns “cases” de pesquisa meus e de terceiros que se concretizaram pela qualidade e diversidade da Hemeroteca”, explica.
A Biblioteca Ruy Barbosa e o Arquivo Histórico Theodoro Sampaio foram fundamentais para as pesquisas da pós-doutora e professora da UEFS, Ivoneide Costa. “Pesquisar na documentação não é somente conhecer o material. Ter acesso faz com que a gente reflita um pouco sobre nós mesmos e sobre a história que é contada e demonstrada pelos atores que se apresentam como agentes de transformação e de colaboração para o desenvolvimento do pensamento social e material.É preciso entender sobre a importação do material existente no arquivo e reconhecer a preocupação de todos com a manutenção do acervo”, pontua.
A mesma relevância do acervo contribuiu para que o professor doutor Andre Nunes (Ifba) realizasse diversas pesquisas no campo da Geografia, às quais mostrará no seminário, sobretudo, com relação a abordagem dos mapas presentes nos anais do 5° Congresso Brasileiro de Geografia (realizado no IGHB) que acompanham, entre outros textos, as monografias regionais descritivas – método introduzido por Bernardino de Souza no Brasil e que marca um esforço de modernização das pesquisas em Geografia no país.
Os estudos sobre “As mulheres nas pinturas do IGHB” integrou a tese de doutorado na Ufba, da professora Suzana Alice Pereira. Esse recorte também é tema de exposição, com abertura na tarde do dia 12, o que vai possibilitar aos visitantes percorrerem a Bahia oitocentista, conduzida por imagens que ficaram como testemunhos históricos daquela época e lugar, com as modas, hábitos e atitudes evidenciados nas telas. “O extraordinário acervo de pinturas do século XIX do IGHB permite a compreensão da história das mulheres na Bahia, realizando assim, por meio da linguagem artística da pintura, uma imersão em temática de grande significado e interesse para a leitura da realidade atual”, complementa Pereira.
Para o professor e restaurador José Dirson Argolo, na sede do Instituto está o maior acervo de pinturas do Nordeste, com mais de 200 telas. E no vídeo que estará disponível no youtube, Argolo mostrará a importância dessa pinacoteca para a história baiana e brasileira, por retratar fatos e personagens que tomaram parte no desenvolvimento social de nosso povo, além de explicar como se deu o processo de restauração de parte do acervo.
O IGHB é uma das instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). Funciona de segunda a sexta, das 13h às 18h.
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