Governo Putin alerta comunidade europeia e o povo ucraniano para efeitos da radiação usada em munição das Forças Armadas do Governo Zelensky 

Nikolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, diz que radiação está chegando à Europa devido à munição das Forças Armadas da Ucrânia com urânio.
Nikolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, diz que radiação está chegando à Europa devido à munição das Forças Armadas da Ucrânia com urânio.

A destruição de munições de urânio empobrecido fornecidas pelo Ocidente à Ucrânia levou ao surgimento de uma nuvem radioativa, que já se dirige à Europa, disse Nikolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, em uma reunião nesta sexta-feira (19/05/2023).
Ele apontou que o presidente dos EUA, Joe Biden, chegou na quinta-feira (18) a Hiroshima, no Japão, para participar da cúpula do G7, inclusive para defender o que os americanos consideram “valores democráticos comuns”.

“Os líderes dos países ocidentais sob pressão dos Estados Unidos vão também discutir o apoio militar para a Ucrânia”, observou Patrushev.

Além disso, a autoridade russa afirmou que “os norte-americanos não só uma vez têm ‘ajudado’ desta forma países na história” mundial.

“A Ucrânia também foi ‘ajudada’, pressionada por seus satélites e colocou munição com urânio empobrecido. Sua destruição fez com que a nuvem radioativa se movesse em direção à Europa Ocidental. E a Polônia já registrou um aumento na radiação”, destacou o secretário do Conselho de Segurança da Federação da Rússia.

Patrushev continuou: “Os EUA estão desenvolvendo e usando armas químicas e biológicas, inclusive no território da Ucrânia.”

O secretário do Conselho de Segurança da Rússia lembrou que os Estados Unidos não pediram desculpas ao Japão pelo bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki.

“E não vão se desculpar pelo que fizeram, pois convencem os japoneses de que a União Soviética, não os Estados Unidos, usou armas atômicas contra eles”, enfatizou.

Na quarta-feira (17), a Agência Atômica Estatal polonesa negou relatos de um aumento nos níveis de radiação na voivodia de Lublin. A informação que apareceu sobre “aumento da radioatividade” em Khmelnitsky, na Ucrânia, a agência chamou de falsa, observando que não há perigo de radiação.

Anteriormente, o Reino Unido anunciou sobre fornecimento tanques Challenger e munições com um núcleo que contém urânio empobrecido. Por sua vez, o embaixador da Rússia em Washington, Anatoly Antonov, afirmou que os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos e que decidiram abastecer Kiev com munições de urânio empobrecido, aproximam irreversivelmente o mundo de uma linha perigosa, que cada vez mais pode conduzir ao armagedom nuclear.

Ex-oficial dos EUA: uso de munição de urânio empobrecido pela Ucrânia ameaça o próprio país

O uso de munições de urânio empobrecido na Ucrânia levará à contaminação do solo, que pode se tornar um problema permanente em todo o país, afirmou o ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e ex-inspetor da ONU, Scott Ritter.

Anteriormente, o ministro das Forças Armadas britânico, James Heappey, declarou que Londres entregou a Kiev milhares de projéteis para os tanques Challenger 2, incluindo munição com urânio empobrecido, mas não rastreia a utilização deste tipo de munição.

“Se esses projéteis forem usados, isso levará à contaminação permanente do solo na Ucrânia e se tornará um verdadeiro problema permanente neste território”, disse Ritter aos jornalistas em Novosibirsk, na segunda-feira (01/05/2023).

Ele observou que os efeitos do urânio empobrecido para a saúde foram comprovados, em particular, problemas de câncer e de fertilidade.

Por sua vez, a Rússia já remeteu uma nota aos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sobre o fornecimento de armas à Ucrânia.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, observou que qualquer carga que contenha armas para a Ucrânia será um alvo legítimo para a Rússia.

O porta-voz do presidente da Rússia, Dmitry Peskov, notou que a entrega massiva de armas à Ucrânia não contribui para o sucesso de futuras negociações russo-ucranianas e terá, pelo contrário, um efeito negativo.

‘Decisão vergonhosa’: professor dos EUA critica envio de munições de urânio empobrecido ao Governo Zelensky na Ucrânia

A entrega de projéteis de urânio empobrecido às Forças Armadas da Ucrânia é uma decisão vergonhosa da liderança do Reino Unido, que agravará o conflito na Ucrânia, escreveu no Twitter o professor de economia dos EUA Richard D. Wolff.

“Munições de urânio empobrecido do Reino Unido para a Ucrânia: uma vergonhosa escalada de guerra de um governo perdedor de um velho império. Um ato desesperado que deixa o pior legado histórico possível. O mais recente dos erros de cálculo da guerra”, escreveu o acadêmico.

Anteriormente, a vice-secretária de Defesa do Reino Unido Annabel Goldie, anunciou que Londres, além dos tanques Challenger 2, entregaria munições de urânio empobrecido às forças ucranianas.

Quando tais munições são usadas, a poeira radioativa cai no solo, ela é extremamente tóxica e não é suscetível de descontaminação. Seu uso pode levar a surtos de câncer.

Os militares americanos usaram projéteis de urânio empobrecido na Operação Tempestade no Deserto, no bombardeio da Iugoslávia e durante a invasão do Iraque em 2003.

O presidente russo Vladimir Putin alertou que Moscou responderá ao fornecimento destas munições de maneira apropriada.

*Com informações da Sputnik Brasil.


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