Com 360 milhões, mundo tem novo recorde de pessoas precisando de ajuda humanitária

Números históricos se devem à persistência de mega crises e ameaçam fazer retroceder décadas de progresso.
Números históricos se devem à persistência de mega crises e ameaçam fazer retroceder décadas de progresso.

O Conselho Econômico e Social realizou, nesta quinta-feira (22/06/2023), o segmento anual sobre assuntos humanitários em Genebra, Suíça.

As Nações Unidas estimam que o total de pessoas carecendo de apoio aumentou 10% somente este ano. A proporção é equivalente a uma em cada 22 habitantes do planeta.

Conflitos não resolvidos e novas guerras

Na abertura, por mensagem de vídeo, o secretário-geral António Guterres alertou para um novo recorde de 360 milhões de pessoas precisando de assistência no mundo, ou mais 30% em relação ao início do ano passado.

Guterres lembrou que mais de 110 milhões foram forçados a deixar suas casas. Outros 260 milhões enfrentam insegurança alimentar aguda, algumas com risco de fome.

O líder da ONU ressaltou que persistem os motivos para a situação: conflitos não resolvidos, novas guerras som efeito arrasador sobre civis, problemas econômicos globais agravados pela Covid e o impacto mundial da invasão russa da Ucrânia.

Para ele, o desenvolvimento sustentável estagnou ou recuou e a crise climática levou à morte de milhares de pessoas e desalojou outros milhões. Com a ação de trabalhadores humanitários foram alcançados 15,4 milhões de pessoas na Ucrânia.

Maiores operações

Entre as maiores operações globais contam-se as que auxiliaram 17 milhões de beneficiários no Afeganistão, 2,8 milhões na Nigéria e 2,5 milhões na República Democrática do Congo.

O líder das Nações Unidas disse que no meio deste ano foram conseguidos apenas 20% dos fundos necessários para o Apelo Humanitário Global.

A situação “está causando uma crise dentro da crise”. Agências das Nações Unidas podem fazer ainda mais cortes de ajuda alimentar após terem iniciado em áreas como Síria, Bangladesh, Territórios Palestinos, Afeganistão e Iêmen.

O representante do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, Ocha, em Genebra, Ramesh Rajasingham, alertou sobre a piora da situação global ao discursar em nome do subsecretário-geral do setor.

O representante destacou a persistência de uma série de “mega crises” que geram níveis recordes de necessidades e ameaçam fazer retroceder décadas de progresso.

Mais eventos climáticos extremos e desastres

Ele descreveu um momento marcado pelo “maior número de conflitos violentos desde 1945”, apontando o impacto de conflitos no Sudão e a recente destruição da barragem de Kakhovka, na Ucrânia.

Ao mencionar que o mundo vive o maior número de eventos climáticos extremos e desastres destacou que a seca mais severa da história recente no Chifre da África colocou mais de 30 milhões de pessoas enfrentando insegurança alimentar aguda e fome.

As grandes crises incluem as inundações no Paquistão, na África Ocidental e Central e na América Central. Tempestades tropicais como os ciclones Idai e Freddie arrasaram países na África Austral impactando casas, vidas e meios de subsistência.

*Com informações da ONU News.


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