O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez uma aparição nesta segunda-feira (26/06/2023) em um vídeo divulgado pelo Kremlin, marcando sua primeira declaração desde a frustrada rebelião liderada pelo fundador do grupo paramilitar Wagner no fim de semana. No vídeo, Putin elogia as empresas russas por garantirem a estabilidade da indústria do país em meio a desafios externos. No entanto, para os aliados ocidentais, o episódio destaca a fragilidade do poder em Moscou, enquanto surgem novas informações sobre as consequências legais para Iêvgueni Prigojin.
Na tentativa de restaurar a normalidade, a Rússia suspendeu as medidas de segurança implementadas em Moscou durante a rebelião do grupo paramilitar Wagner nesta segunda-feira (26). A crise sem precedentes enfraqueceu a imagem do presidente Vladimir Putin. O fim do regime “antiterrorista” foi ordenado devido à “ausência de ameaças à vida” dos moradores, anunciou o prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, agradecendo a “calma e compreensão” dos moscovitas.
A rebelião liderada por Iêvgueni Prigojin, bilionário e ex-aliado de Putin, durou apenas 24 horas e chegou ao fim no sábado à noite com um acordo mediado pelo presidente de Belarus, Alexander Lukashenko. Segundo o Kremlin, Prigojin, comandante da milícia Wagner, teria garantido imunidade para si e seus combatentes em troca do fim da rebelião. Posteriormente, o Kremlin anunciou que o empresário deveria se exilar em Belarus.
No entanto, agências de notícias russas relataram nesta segunda-feira que a investigação contra Prigojin continua em andamento. “O caso não foi encerrado, a investigação continua”, declarou uma fonte da Procuradoria-Geral russa, citada pelas principais agências de notícias do país.
A incerteza também paira sobre o paradeiro dos 25.000 homens que apoiaram a rebelião. Apesar da aparente normalidade propagada pelas autoridades, com imagens do ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, passando em revista as tropas russas na Ucrânia, a breve aventura dos insurgentes do grupo Wagner causou grande comoção na Rússia.
No início da rebelião, o fundador do grupo Wagner havia prometido “libertar o povo russo”, direcionando críticas principalmente ao ministro da Defesa, Serguei Shoigu, e ao comandante do Estado-Maior, Valeri Guerasimov, acusados por Prigojin de terem sacrificado milhares de combatentes na Ucrânia.
As forças rebeldes chegaram a assumir o controle de várias unidades militares na cidade estratégica de Rostov, no sudoeste da Rússia, avançando cerca de 600 km em direção à capital Moscou aparentemente sem grandes dificuldades.
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