Mídia explica verdadeira razão pela qual a China poderia não integrar acordo comercial do Pacífico

O Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica é a nova versão de um acordo comercial anterior.
O Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica é a nova versão de um acordo comercial anterior.

Os principais obstáculos para a entrada da China no Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP, na sigla em inglês) são políticos, escreve na segunda-feira (31/07/2023) a agência britânica Reuters.

Em julho, o Reino Unido aderiu ao pacto dois anos após a primeira candidatura, abrindo o caminho para a entrada de candidatos como a China, a Costa Rica, o Equador, Taiwan, a Ucrânia e o Uruguai.

No entanto, o atual pacto é uma evolução do Tratado de Parceria Trans-Pacífico Abrangente e Progressivo (TPP-11, na sigla em inglês), originalmente criado para excluir a China. Sua assinatura pelos EUA foi torpedeada em 2017 pelo então recém-eleito presidente Donald Trump, o que impediu sua entrada em funcionamento.

Desde então, ele foi recriado como CPTPP, mas os EUA também ainda não mostraram vontade de integrar, enquanto a China se expressou a favor.

A China pode cumprir os exigentes requisitos de ingresso, forçando os membros a tomar uma decisão politicamente desconfortável sobre se deixarão Pequim aderir a um acordo criado para combater sua crescente influência.

A ausência da maior economia do mundo incentiva o país asiático a ingressar, pois “o motivo oculto” de Pequim é “derrotar o esquema dos EUA de usar o CPTPP como forma de conter a China”, opinou Henry Gao, professor de direito da Universidade de Administração de Cingapura, à Reuters.

A China tem também mostrado alguma vontade de efetuar reformas, em linha com os padrões do acordo comercial, apesar de a Reuters referir várias preocupações, como a forte influência e apoio às empresas estatais, e o suposto roubo de direitos de autor de empresas ocidentais.

Quando perguntado se havia um prazo para a análise dos próximos pedidos, o ministro do Comércio da Nova Zelândia, Damien O’Connor, país anfitrião da CPTPP, respondeu que “não”.

Segundo a mídia britânica, todos os Estados-membros do CPTPP têm de acordar a aprovação de um membro. A Austrália, por exemplo, disse que não apoiaria o pedido da China enquanto Pequim continuar a bloquear a importação de produtos australianos, incluindo vinho e cevada. Além disso, ela, o Canadá, EUA, Japão e a Nova Zelândia emitiram em junho uma declaração conjunta que condena a “coerção econômica”, em uma alusão ao alegado comportamento da China.

*Com informações da Sputnik.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.