Plano Nordeste Potência defende energias renováveis com inclusão social; Atuação do primeiro ano é avaliada

Plano Nordeste Potência defende energias renováveis com inclusão social; Atuação do primeiro ano é avaliada.

Num cenário de consolidação do Nordeste como região do País com maior potencial de geração de energia por fontes renováveis, surgiu, em julho de 2022, uma iniciativa para garantir que essa transição energética ocorra com menos impactos sociais e ambientais possíveis, criando empregos e oportunidades. O Plano Nordeste Potência completa um ano com inúmeros avanços, entre eles a inclusão do tema no debate eleitoral dos candidatos aos governos estaduais, e está iniciando parcerias para capacitação da população nordestina com foco na energia solar e eólica.

O lançamento do Plano Nordeste Potência

Mais emprego, Mais Água, Mais Energia para o Brasil são diretrizes do Plano Nordeste Potência, cujo lançamento ocorreu no Recife, capital de Pernambuco. Um documento com recomendações para o setor público e o privado foi apresentado aos participantes do evento e aos jornalistas.

A principal diretriz é promover o desenvolvimento verde, inclusivo e justo da região, com base em fontes de energia como o vento, o Sol e a água, com respeito às comunidades.

As recomendações do Plano estão divididas nas seguintes categorias:

  • gestão pública direta;
  • capacitação de mão de obra;
  • participação social;
  • geração distribuída; e
  • revitalização da bacia do rio São Francisco.

O início do Nordeste Potência foi dado junto com o Consórcio Nordeste, entidade que integra os nove Estados da região. O então governador de Pernambuco, Paulo Câmara, que presidia o consórcio à época, conduziu a solenidade de lançamento do plano, no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual.

Um dia antes do lançamento do Plano, em 25 de julho, uma projeção de imagens no Marco Zero, área Central do Recife, levou ao público mensagens de apoio às energias renováveis, à inclusão social e à revitalização do Rio São Francisco.

O Plano Nordeste Potência resulta de uma coalizão de cinco organizações civis brasileiras:

  • Centro Brasil no Clima,
  • Fundo Casa Socioambiental,
  • Grupo Ambientalista da Bahia,
  • Instituto ClimaInfo, e
  • Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc),
  • com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Perspectivas 

“Foi um ano de muitos esforços e expectativas. Agora estamos consolidando as ações e discutindo com a população, os estados, parlamentares e o governo federal como avançar na implementação de uma agenda que traga desenvolvimento para o Nordeste com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, diz a coordenadora do Plano Nordeste Potência, Cristina Amorim.

Ela cita termos de cooperação técnica em discussão com parceiros e os governos de Alagoas e Pernambuco para capacitação em energias renováveis, além do apoio ao lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Nordeste.

Outra linha de ação fundamental é a discussão sobre melhores salvaguardas socioambientais para a instalação de centrais eólicas e solares, além de linhas de transmissão, com comunidades impactadas e outros parceiros da sociedade civil.

“Recentemente, o Nordeste tem batido recordes de geração de energia eólica, o que é ótimo no enfrentamento das mudanças climáticas. Mas não podemos passar por cima dos direitos e das necessidades das populações que estão próximas a esses empreendimentos”, afirma Amorim. “Numa transição energética justa, ninguém pode ficar para trás.”


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