A Argentina vive uma noite de terror marcada por saques a comércios e atos de vandalismo, relembrando a onda de saques que ocorreu em dezembro de 2001. Essa onda de violência e roubos se espalhou rapidamente pelo interior do país e agora atinge a periferia de Buenos Aires. Enquanto a população convive com o medo e a inflação galopante, o governo atribui parte dos distúrbios ao candidato da extrema-direita à presidência, trazendo tensão à campanha eleitoral.
Episódios de saques a supermercados e lojas se multiplicaram nas últimas horas, lembrando os acontecimentos ocorridos há duas décadas. Os ataques, inicialmente registrados no interior do país durante o final de semana, se alastraram para a periferia de Buenos Aires, refletindo o aumento da pobreza e a instabilidade gerada pelo constante reajuste de preços.
Na periferia da capital, mais de dez saques a supermercados ocorreram durante a noite e madrugada, com 56 pessoas presas. No entanto, esse número é diminuto considerando a quantidade de pessoas envolvidas em tais atos de violência e roubo, conhecidos como “ataques piranha”. A população está sendo afetada por uma inflação que deve fechar o ano acima de 150%.
O governo acusa o candidato da extrema-direita, Javier Milei, de incentivar os saques como forma de desestabilizar o país. A situação atinge a campanha eleitoral, que está se aproximando, e eleva ainda mais as tensões políticas e sociais no país sul-americano. Enquanto isso, os cidadãos argentinos lidam com a incerteza e o impacto da inflação crescente.
Economia na Argentina
A economia argentina enfrenta desafios significativos, incluindo alta inflação, desemprego e pobreza. A instabilidade econômica tem sido uma questão recorrente, afetando a vida cotidiana dos cidadãos.
De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Argentina, a inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a níveis alarmantes, ultrapassando 50%. Essa alta inflação tem impactado diretamente o poder de compra dos argentinos, tornando a vida mais difícil para muitos.
Além disso, a taxa de desemprego também é uma preocupação, atingindo cerca de 10% da população economicamente ativa. O aumento do desemprego contribui para a crescente desigualdade social e para a insatisfação pública.
A pobreza também é um problema significativo, com estimativas indicando que mais de 40% da população vive abaixo da linha de pobreza. Essa situação torna as camadas mais vulneráveis da sociedade particularmente afetadas pelos desafios econômicos do país.
Diante desses desafios, a Argentina está em um período crítico, com impactos sociais, políticos e econômicos interligados. A resposta do governo e o desenrolar das próximas eleições terão implicações profundas para o futuro do país e o bem-estar de seus cidadãos.
*Com informações da RFI.
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