O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), lançou uma nova luz sobre acontecimentos controversos do governo Bolsonaro ao afirmar que provas obtidas pela Polícia Federal (PF) revelam a existência de uma estrutura montada para desviar presentes dados por autoridades estrangeiras ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante seu mandato. O ministro sustenta que os presentes, incluindo relógios de luxo e obras de arte, eram desviados para acervo pessoal do ex-presidente e, em seguida, vendidos nos Estados Unidos. A operação da PF resultou em buscas e apreensões que envolveram figuras como o ex-ajudante de ordens Osmar Crivelatti, o general Mauro Lourena Cid e o ex-advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef.
Um Intrincado Esquema de Desvio
As alegações do ministro Moraes sugerem uma complexa trama de desvio de presentes que deveriam ter sido incorporados ao Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH), responsável pela guarda dos presentes dados por autoridades estrangeiras. No entanto, segundo o ministro, uma estrutura paralela foi montada para desviar esses bens de alto valor e posteriormente enviá-los para os Estados Unidos, onde eram vendidos.
As investigações, que abrangem um período entre meados de 2022 e o início deste ano, indicam que presentes como relógios Patek Phillip e Rolex foram desviados e vendidos por valores substanciais, como evidenciado pelo caso do general Cid, que recebeu US$ 68 mil pela venda desses itens.
Desprezo pelo Patrimônio Histórico Brasileiro
O ministro Moraes não só considera os fatos como ilícitos criminais, mas também ressalta o desprezo demonstrado pelo patrimônio histórico brasileiro através dessas ações. Ele observa que a interpretação dada à administração dos presentes foi contrária aos princípios que regem a administração pública e vai de encontro ao entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU), que enfatiza a incorporação desses bens ao acervo público da União.
*Com informações da Agência Brasil.
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