Após uma extensa investigação, a Polícia Federal (PF) trouxe à luz um chocante desdobramento: presentes oficiais recebidos pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro foram desviados para fora do Brasil por meio de uma mala transportada no avião presidencial. A descoberta lança luz sobre práticas que envolvem altos funcionários, incluindo o então ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, e outros indivíduos que agora enfrentam ações legais.
O Intrincado desvio de presentes
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Federal, Mauro Cid, que ocupava o cargo de ajudante de ordens de Bolsonaro, esteve diretamente envolvido no desvio dos presentes. O transporte dos itens ocorreu em 30 de dezembro de 2022, um momento crítico, quando Bolsonaro viajou para os Estados Unidos nos últimos dias de seu mandato.
Os presentes, que deveriam ter sido incorporados ao Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH), órgão da Presidência da República responsável pela guarda desses itens, foram, em vez disso, desviados para um acervo privado. Entre as descobertas perturbadoras das investigações, está a venda de relógios de alto valor, esculturas folheadas a ouro e um kit de joias da marca suíça Chopard.
Uma jornada internacional dos presentes
As evidências levantadas revelaram uma trama complexa que envolvia o transporte dos itens para fora do Brasil. A PF revelou que um dos responsáveis pelo desvio, o general Mauro Lourena Cid, chegou a receber US$ 68 mil pela venda de relógios Patek Phillip e Rolex. As investigações indicam que os presentes, antes pertencentes a autoridades estrangeiras, foram levados em uma mala transportada no avião presidencial e posteriormente vendidos nos Estados Unidos.
A ação, que desrespeitou as regras do Tribunal de Contas da União (TCU), trouxe preocupações tanto sobre a integridade da administração pública quanto sobre a preservação do patrimônio histórico.
A reação e defesa
As implicações desse escândalo foram imediatamente sentidas, resultando em buscas e apreensões realizadas pela PF contra Mauro Cid, seu pai, general de Exército Mauro Lourena Cid, e o ex-advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef.
A defesa do ex-presidente, em resposta, emitiu um comunicado destacando que Bolsonaro “jamais se apropriou ou desviou” bens públicos. A defesa também anunciou que Bolsonaro oferecerá seu sigilo bancário à Justiça, uma medida que busca esclarecer quaisquer questionamentos sobre sua movimentação financeira.
O impacto além das fronteiras
Esse escândalo não só abala o cenário político e legal brasileiro, mas também lança uma sombra sobre a integridade e transparência das ações governamentais. Além disso, destaca a importância do cumprimento das normas estabelecidas para a guarda e preservação de presentes oficiais, que têm implicações culturais e históricas significativas.
*Com informações da Agência Brasil.
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