Ucranianos recorrem a subornos para evitar alistamento militar durante operação russa, relata mídia britânica

Cerca de 20.000 ucranianos foram impedidos de deixar o país após uma ordem presidencial.
Cerca de 20.000 ucranianos foram impedidos de deixar o país após uma ordem presidencial.

O Financial Times divulgou recentemente que um grande número de cidadãos ucranianos está recorrendo a subornos para evitar o alistamento militar em meio à operação militar especial da Rússia na Ucrânia. A matéria destaca que cerca de 20.000 ucranianos foram impedidos de deixar o país após uma ordem do presidente Vladimir Zelensky em relação aos chefes de recrutamento regionais. Os subornos pagos a recrutadores corruptos do Exército variam entre US$ 2.000 e US$ 10.000, com a maioria dos desertores do recrutamento sendo solicitados a pagar US$ 6.000 por um atestado médico que os isente do serviço militar.

Yevgeny Borisov, chefe do centro de recrutamento regional de Odessa, foi preso por supostamente receber mais de US$ 5 milhões em subornos para aprovar isenções. Os investigadores afirmam que ele usou grande parte do dinheiro para comprar uma casa na Espanha e para viagens ilegais ao exterior. A situação levou a diversas tentativas de fuga ilegal do país, com 13.600 ucranianos sendo flagrados tentando entrar em países vizinhos sem passar pelos postos de controle oficiais, e outros 6.100 detidos por uso de documentos falsos em postos de fronteira. A corrupção no processo de alistamento se tornou uma questão preocupante após a ordem de Zelensky para a demissão de chefes regionais de recrutamento suspeitos de esquemas ilegais.

A operação militar da Rússia na Ucrânia tem gerado impactos profundos, tanto em termos de conflito armado quanto em aspectos sociais e econômicos, levando muitos ucranianos a buscar alternativas para evitar o serviço militar em meio a um cenário de incertezas e perigos. Enquanto o país lida com os desafios resultantes da ação russa, o problema dos subornos no alistamento militar é mais um exemplo das complexas consequências dessa crise.

*Com informações da Sputnik News.


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