O ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno, compareceu perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro de 2023, e negou veementemente que os atos antidemocráticos ocorridos em Brasília no início do ano tenham sido uma tentativa de golpe de Estado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o depoimento, ele também negou qualquer participação em articulações golpistas contra os resultados das eleições presidenciais.
Augusto Heleno, que comandou o GSI durante os quatro anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, respondeu às perguntas da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora da CPMI. Ele argumentou que para caracterizar uma tentativa de golpe em um país tão vasto quanto o Brasil, seria necessária uma estrutura muito bem organizada e liderança preparada, algo que não se alinhava com os acontecimentos ocorridos em janeiro.
No entanto, a relatora da CPMI contestou suas afirmações, destacando que a comissão reuniu informações e depoimentos que apontam para uma ação coordenada de “militares, civis e autoridades” na preparação de um golpe de Estado em 8 de janeiro. Segundo ela, houve planejamento, arrecadação de dinheiro e atividades orquestradas durante os 69 dias de acampamento no Setor Militar Urbano em Brasília, de onde saíram manifestantes que chegaram a invadir a Praça dos Três Poderes.
Durante seu depoimento, Augusto Heleno também negou ter visitado o acampamento em frente ao Quartel General do Exército, enfatizando que, com base nas informações disponíveis na época, as atividades pareciam ser pacíficas e não representavam uma ameaça à segurança institucional.
A sessão da CPMI do 8 de Janeiro, que ouviu o general Heleno, foi marcada por trocas de acusações e um embate entre parlamentares que apoiam suas declarações e aqueles que o responsabilizam pela falta de ação durante os eventos de janeiro.
*Com informações da Agência Senado.










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