O Banco Central do Brasil divulgou nesta quinta-feira (28/09/2023) seu relatório trimestral sobre inflação, que trouxe uma nova elevação nas previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o país. A estimativa para o ano de 2023 foi ajustada de 2%, conforme o relatório anterior de junho, para 2,9%. O banco justifica essa mudança, citando a “surpresa com o crescimento no segundo trimestre”. Em contrapartida, a projeção para a inflação em 2023 permanece em 5%.
O segundo trimestre surpreendeu positivamente, com um aumento de 0,9% na economia brasileira, levando diversos analistas a revisarem suas previsões para o ano. No entanto, o Banco Central ressalta que parte desse forte crescimento é resultado de fatores transitórios, e a perspectiva é que a atividade econômica “cresça a um ritmo mais lento nos próximos trimestres e ao longo de 2024”.
Para o próximo ano, o Banco Central estima um aumento de 1,8% no PIB. Enquanto isso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou otimismo, afirmando que a economia brasileira deve crescer acima de 3% em 2023, superando a média de crescimento entre 2002 e 2022, que foi de 2,2%.
Haddad destacou que, no início do ano, havia projeções pessimistas de analistas que previam até mesmo uma recessão, contrariando a atual tendência de crescimento econômico. Ele afirmou que sua projeção, feita pelo Ministério da Fazenda, já está acima de 3%, e que várias análises convergem para números semelhantes.
No entanto, a popularidade de Haddad entre os analistas do mercado financeiro parece estar diminuindo, de acordo com uma pesquisa Genial/Quaest. Em julho, sua aprovação atingiu 65%, mas caiu para 46% este mês. A falta de uma política fiscal eficaz é apontada como o principal motivo para essa queda de confiança, de acordo com os entrevistados.
*Com informações da Sputnik News.










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