O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Roberto Campos Neto, reiterou a importância de combater as contas fantasmas e de aluguel no sistema PIX como uma medida essencial para coibir crimes, como sequestros relâmpagos, que têm utilizado a plataforma como meio para transferir dinheiro extorquido das vítimas. Ele fez essas declarações durante uma palestra no evento Brazil Payments Forum, organizado pelo Banco J.P. Morgan, realizado na segunda-feira (04/09/2023) na capital paulista.
Campos Neto enfatizou que a abordagem do Banco Central deve se concentrar na identificação e rastreamento dessas contas fictícias, pois isso tornaria mais difícil para os criminosos transferir fundos de maneira não detectável. Ele afirmou:
“O que o Banco Central precisa fazer é atacar essa parte de conta aluguel e conta fantasma porque se, em tese, não existisse nenhuma conta de aluguel e nenhuma conta fantasma, se alguém fizesse uma fraude no PIX, teria que transferir para uma outra conta que seria identificada e seria rastreável.”
Além disso, o presidente do BC destacou a necessidade de aprimorar os controles das instituições financeiras ao abrir novas contas, tornando mais difícil a utilização de contas de laranjas por criminosos. Campos Neto compartilhou sua própria experiência, revelando que testou a vulnerabilidade do sistema bancário ao abrir uma conta pessoal. Ele destacou que ainda há um problema significativo relacionado à existência de contas fantasmas e laranjas, e que algumas instituições financeiras precisam melhorar seus procedimentos de verificação e autenticação dos titulares de contas.
Dados do Banco Central de dezembro de 2022 indicam que 133 milhões de pessoas e 11,9 milhões de empresas utilizam o PIX no Brasil. A instituição também revelou que o valor médio das transações entre pessoas físicas é de R$ 257. O PIX se tornou um elemento fundamental no sistema financeiro brasileiro, facilitando transações e pagamentos instantâneos, mas também gerando preocupações em relação à segurança e à prevenção de crimes financeiros, um desafio que as autoridades e as instituições financeiras continuam a enfrentar em busca de soluções eficazes. A abordagem de Campos Neto destaca a importância de aprimorar a regulamentação e o monitoramento para garantir a integridade e a segurança do sistema PIX.
*Com informações da Agência Brasil.
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