General Augusto Heleno se recusa a responder a perguntas durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro

Membros da oposição criticaram a presença do general e destacaram a falta de medidas para evitar os ataques de 8 de janeiro. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Membros da oposição criticaram a presença do general e destacaram a falta de medidas para evitar os ataques de 8 de janeiro. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), compareceu como testemunha em uma reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, mas recusou-se a responder a 14 perguntas feitas por parlamentares. O oficial da reserva estava amparado por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e justificou sua decisão de permanecer em silêncio, alegando que as questões estavam além do escopo de sua convocação.

Das 14 perguntas não respondidas, 12 foram feitas pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), que questionou o general sobre sua participação nos governos militares após o golpe de 1964 e sobre suas opiniões a respeito da intervenção militar, à qual Heleno se recusou a responder. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) criticou a presença do ex-ministro, lembrando o período de repressão e violações de direitos humanos durante o regime militar.

Outras perguntas não respondidas incluíam questões sobre reuniões em que Heleno teria participado, como uma em novembro do ano passado entre o então presidente Jair Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas, e outra em agosto de 2022 com o hacker Walter Delgatti Neto sobre a segurança das urnas eletrônicas.

Dos 12 membros da CPMI que questionaram o general Heleno, apenas dois fazem oposição ao governo: os senadores Izalci Lucas (PSDB-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE). Ambos criticaram a falta de medidas para evitar os ataques de 8 de janeiro e questionaram a inação do governo federal na proteção do patrimônio.

Izalci Lucas e outros parlamentares mencionaram os alertas recebidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) antes dos ataques e questionaram o papel do comandante do GSI, general Marco Edson Gonçalves Dias, em relação à segurança do Palácio Planalto naquela data.

*Com informações da Agência Senado.


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