Em um anúncio surpreendente na madrugada de quinta-feira (07/09/2023), a Nestlé confirmou o início do processo de aquisição da icônica Kopenhagen e da popular Brasil Cacau. Enquanto o negócio só deve ser concluído em 2024, esta aquisição está prestes a transformar o cenário de chocolates finos e chocolates populares no Brasil.
Ambas as marcas têm raízes profundas no mercado brasileiro. A Kopenhagen, fundada no final dos anos 1920, é conhecida por seus chocolates finos, como o Língua de Gato, Nhá Benta e Lajotinha, além de ser considerada uma marca premium. Por outro lado, a Brasil Cacau, lançada em 2009 como uma extensão mais acessível do Grupo CRM, oferece variações dos favoritos da Kopenhagen a um público mais amplo.
Uma adição relativamente recente ao grupo, o Kop Koffee, que combina cafés, chocolates e outros produtos, também faz parte da aquisição. Atualmente, o grupo possui duas lojas próprias e quatro franquias.
A boa notícia para os amantes dessas marcas é que, segundo informações divulgadas, elas permanecerão como unidades de negócio independentes. A CEO do Grupo CRM, Renata Moraes Vichi, afirmou que o grupo continuará a operar de forma autônoma.
A expectativa é que, até 2026, o número de lojas da Kopenhagen, Brasil Cacau e Kop Koffee triplique, chegando a um total de 3.000 estabelecimentos em todo o Brasil, quase três vezes mais do que existe atualmente.
Quanto ao modelo de negócios, as lojas Kopenhagen continuarão a oferecer exclusivamente produtos da marca Kopenhagen, o mesmo valendo para o Kop Koffee e a Brasil Cacau.
No entanto, as implicações para os funcionários das novas empresas adquiridas ainda não estão claras. A fusão pode resultar em sinergias que levem a ajustes na equipe, mas não há confirmações até o momento. Cerca de 1.100 pessoas trabalham na fábrica do Grupo CRM em Extrema (MG), onde são produzidos os produtos Kopenhagen e Brasil Cacau.
Os valores do negócio não foram divulgados publicamente, mas estima-se que o Grupo CRM encerrará 2023 com um faturamento de R$ 1,7 bilhão. A aquisição faz parte da estratégia da Nestlé de fortalecer sua presença no mercado de chocolates e diversificar seu mix de produtos.
Embora ainda seja necessário obter a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), especialistas consideram improvável que a transação seja vetada devido ao posicionamento das marcas Kopenhagen e Brasil Cacau em mercados distintos. O Cade geralmente se preocupa com a concentração de mercado nas mãos de uma única empresa, algo que não se aplicaria nesse caso. Com essa aquisição, a Nestlé se posiciona para uma expansão significativa e emocionante no mercado de chocolates no Brasil.
*Com informações do Jornal Folha de S.Paulo.
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