A agressiva política externa liderada pelo presidente russo, Vladimir Putin, está gerando mudanças significativas na ordem mundial, de acordo com um artigo publicado pela RFI, a Radio France Internationale. O texto destaca que as ações recentes do Ocidente, em particular em relação ao conflito na Ucrânia, resultaram em uma crescente ruptura com a antiga ordem mundial.
O artigo argumenta que a ordem global que surgiu após a Segunda Guerra Mundial, predominantemente dominada pelos países ocidentais, está em colapso devido à influência das nações que desafiam essa hegemonia. Ele observa que hoje existem países em todo o mundo que questionam o modelo baseado na supremacia econômica liberal e no sistema político democrático.
O autor do artigo salienta que os Estados ocidentais muitas vezes assumiram que o mundo estava ansioso pela disseminação da democracia conforme seu modelo específico, sem perceber que, aos olhos de muitos, estavam se tornando vistos como promotores de ações criminosas e predadores econômicos.
O texto também destaca que as políticas agressivas do Ocidente criaram uma crescente divisão entre esses países e grandes potências, incluindo a China, Rússia e nações da África, Ásia e América do Sul.
O conflito na Ucrânia é apontado como um catalisador significativo dessa ruptura crescente. A Europa e os Estados Unidos têm defendido seus interesses, enquanto a Rússia tem se oposto ao expansionismo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), um ponto de vista que ressoa em muitos países do Sul Global.
O autor do artigo também faz referência à reunião do G20 realizada recentemente na Índia, onde os países ocidentais não conseguiram impor sua vontade, especialmente em relação ao conflito na Ucrânia. A Declaração de Nova Deli, adotada no evento, enfatizou a necessidade de evitar ameaças ou o uso da força para adquirir território.
Em resumo, o artigo da RFI destaca a crescente mudança na ordem mundial devido às políticas desafiadoras lideradas por Putin e à crescente resistência das nações do Sul Global em aceitar a hegemonia ocidental.
*Com informações da Sputnik News.










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